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Ciência

Cientistas descobrem bactéria que “come” plástico PET no oceano

Pesquisadores identificaram uma bactéria marinha capaz de degradar o plástico PET, usado em garrafas e tecidos. O microrganismo desenvolveu enzimas que digerem o material — um sinal de que a natureza está se adaptando à poluição humana, mas o processo ainda é muito lento para conter o problema global do plástico.
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E se a solução para o plástico viesse do próprio mar? Cientistas descobriram uma bactéria que literalmente “come” plástico PET, o mesmo usado em garrafas de água e roupas sintéticas. O estudo mostra que esses microrganismos estão evoluindo para lidar com a poluição humana, transformando um dos maiores vilões ambientais em alimento — ao menos em pequena escala.

A bactéria que aprendeu a digerir plástico

Cientistas descobrem bactéria que “come” plástico PET no oceano
© Pexels

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia Rei Abdullah (KAUST), na Arábia Saudita. Eles encontraram bactérias marinhas com uma enzima capaz de quebrar o tereftalato de polietileno (PET), um material conhecido pela resistência e dificuldade de decomposição.

O mais impressionante é que essa capacidade não existia naturalmente — ela surgiu por evolução, à medida que o plástico se espalhou pelos oceanos. Em outras palavras, os microrganismos se adaptaram para sobreviver em um ambiente dominado por resíduos humanos.

Uma resposta lenta a um problema gigante

A primeira evidência de bactérias “comedores de plástico” apareceu em 2016, no Japão, mas até então não havia registros de microrganismos marinhos com essa habilidade. Agora, os cientistas confirmaram que a adaptação também está ocorrendo no oceano, onde bilhões de toneladas de lixo plástico se acumulam.

Apesar da descoberta animadora, há um porém: o processo de degradação é extremamente lento e está longe de acompanhar o ritmo de produção e descarte global de plástico. Segundo os pesquisadores, a enzima quebra o PET em fragmentos minúsculos, mas levaria séculos para eliminar quantidades significativas.

Um alerta da própria natureza

Para os cientistas, a bactéria é um sinal de alerta — um lembrete de que a Terra está tentando se reequilibrar diante da poluição humana. A evolução dessas enzimas mostra que os ecossistemas estão mudando de forma profunda, mas depender da natureza para “corrigir” nossos erros pode ser um caminho sem volta.

[Fonte: Xataka]

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