O colesterol elevado é uma condição que exige atenção imediata, mesmo quando não apresenta sintomas. Considerado um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, ele também pode afetar outros órgãos, como os rins. Com base na orientação de três médicas especialistas, reunimos as informações mais importantes sobre prevenção, diagnóstico e tratamento.
Colesterol bom e ruim: entenda a diferença
Nem todo colesterol representa perigo. A médica nefrologista Caroline Reigada explica que o HDL, conhecido como colesterol bom, ajuda a remover o excesso de gordura do organismo. Já o LDL, o chamado colesterol ruim, é o que merece maior atenção. “Quando está elevado, pode formar placas nas artérias e impedir a passagem do sangue, provocando infarto, AVC e até prejudicando os rins por falta de irrigação adequada”, afirma.
O perigo silencioso do LDL alto
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 40% dos brasileiros convivem com níveis altos de colesterol. O grande problema é que a condição costuma evoluir de forma silenciosa, sem causar sinais evidentes. “Em muitos casos, o primeiro sintoma é um evento grave, como um derrame ou ataque cardíaco, quando a prevenção já não é mais possível”, alerta a cirurgiã vascular Aline Lamaita, da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.
Por isso, exames preventivos são fundamentais. “Monitorar regularmente o colesterol permite agir antes que ocorram complicações. Quem já tem níveis elevados precisa de acompanhamento médico constante para definir a melhor estratégia de controle, que pode incluir medicamentos ou apenas mudanças na alimentação, dependendo do risco cardiovascular”, orienta Aline.
O papel da alimentação e do estilo de vida
Para controlar o colesterol ruim, algumas mudanças simples no dia a dia podem fazer diferença. As especialistas listam atitudes essenciais que ajudam a manter os níveis dentro do recomendado.
Reduza as gorduras ruins
Evite o consumo de gorduras trans e saturadas, presentes em alimentos ultraprocessados, frituras e carnes muito gordurosas. “Essas gorduras favorecem inflamações e comprometem a saúde cardiovascular, elevando os níveis de colesterol nas artérias e contribuindo para a aterosclerose”, explica Aline.
Atenção ao consumo de açúcar
O açúcar e os carboidratos em excesso também contribuem para o aumento do colesterol. “Além de favorecerem a resistência à insulina, podem causar inflamações e aumentar o risco de diabetes, que é hoje o principal fator de risco para doenças renais crônicas”, alerta Caroline.
A importância da prevenção contínua
Manter uma rotina saudável, com alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e acompanhamento médico, é a melhor forma de manter o colesterol sob controle. Mesmo que a pessoa não apresente sintomas, o cuidado preventivo é essencial para evitar complicações graves.
Com base na orientação das médicas, fica claro que a informação, o diagnóstico precoce e a adoção de hábitos saudáveis são as chaves para uma vida mais segura e longe das doenças associadas ao colesterol alto.
[Fonte: Metrópoles]