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Ciência

Comer ovos depois do treino: mito ou aliado real para ganhar músculo?

Ovos são considerados uma das fontes de proteína mais completas e acessíveis. Mas será que incluir esse alimento logo após o treino realmente faz diferença no ganho de massa muscular? A ciência já tem algumas respostas — e elas podem surpreender os frequentadores de academia.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Para quem busca aumentar a massa muscular, a alimentação é tão importante quanto o treino. Entre os alimentos mais citados por nutricionistas e atletas, o ovo ocupa um lugar central. Rico em proteínas de alta qualidade e nutrientes essenciais, ele aparece com frequência nas recomendações para recuperação pós-exercício. Mas quanto consumir, em que momento e, principalmente, com ou sem gema?

O ovo como fonte de proteína completa

Ovos Duros
© Mustafa Bashari – Unsplash

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), um ovo médio contém cerca de 13 gramas de proteína e os nove aminoácidos essenciais — aqueles que o corpo não consegue produzir por conta própria. Além disso, fornece vitaminas A, D, E, B3 e B12, além de minerais como ferro, zinco e potássio.

Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition mostrou que a resposta anabólica foi 40% maior em quem consumiu o ovo inteiro, incluindo a gema, em comparação com os que comeram apenas as claras. Isso porque a gema concentra quase 40% da proteína total do ovo e ainda adiciona lipídios, minerais e compostos bioativos, como o ácido fosfatídico, com efeito positivo sobre o crescimento muscular.

Quantos ovos comer e quando?

De acordo com a nutricionista Guoda Karoblyte, da Universidade de Bath (Inglaterra), consumir entre 3 e 4 ovos por dia pode ser seguro e benéfico para pessoas ativas e saudáveis, ajudando a cobrir as necessidades proteicas do pós-treino. Essa quantidade equivale a 24–28 gramas de proteína, suficiente para estimular a reparação das fibras musculares.

O momento ideal para o consumo é logo após o exercício, quando o corpo está mais receptivo à síntese proteica. No entanto, especialistas lembram que o mais importante é distribuir a ingestão de proteína ao longo do dia, com um alvo de 25–30 g por refeição.

Gema: vilã ou aliada?

Durante anos, a gema foi vista como a parte “problemática” do ovo por conter colesterol. Mas estudos mais recentes, apoiados por instituições como a Comissão Internacional do Ovo (IEC) e o NIH, reforçam que o ovo inteiro é mais eficaz para o ganho muscular do que apenas a clara.

Ainda assim, quem possui histórico de problemas cardiovasculares deve consultar um médico antes de aumentar o consumo. Para a maioria das pessoas, a gema oferece benefícios extras, incluindo antioxidantes e gorduras saudáveis que participam de processos anabólicos e de recuperação.

Outros alimentos que potencializam o ganho muscular

Descongelar Alimentos
© FreePik

Embora os ovos sejam destaque, eles não atuam sozinhos. Uma dieta variada é fundamental para o desenvolvimento muscular. Entre as principais recomendações, segundo especialistas do USDA e do portal Túa Saúde:

  • Carnes magras (frango, peru, carne vermelha): alto teor proteico com baixo percentual de gordura. 
  • Peixes como salmão e atum: ricos em proteína e ômega-3, importantes para a recuperação e saúde cardiovascular. 
  • Laticínios (queijo magro, iogurte grego): oferecem proteína e cálcio. 
  • Leguminosas e grãos (lentilha, feijão, quinoa, amaranto): opções vegetais ricas em aminoácidos. 
  • Tofu e sementes: proteínas vegetais de boa biodisponibilidade. 
  • Oleaginosas e abacate: fornecem gorduras saudáveis, potássio e antioxidantes. 

A combinação desses alimentos com carboidratos complexos (arroz integral, aveia, batata-doce) e vegetais garante energia e suporte nutricional completo.

O que saber ao começar a treinar

Para iniciantes, especialistas recomendam combinar exercícios de resistência com ajustes alimentares supervisionados por nutricionistas. As orientações gerais incluem:

  • 2 g de proteína por quilo de peso corporal ao dia, distribuída em 4–5 refeições. 
  • Ingesta calórica suficiente para sustentar o treino sem déficits. 
  • Hidratação constante e sono adequado, fundamentais para a recuperação. 
  • Acompanhamento profissional para adaptar dieta e treino às necessidades individuais. 

Conclusão

Comer ovos após o treino não é mito: há respaldo científico de que essa prática favorece a recuperação e o crescimento muscular, especialmente quando se consome o alimento inteiro. No entanto, o ganho de massa depende de uma rotina consistente, que alia treino progressivo, descanso e uma alimentação equilibrada.

 

[ Fonte: Infobae ]

 

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