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Tecnologia

Como transformar fotos no estilo Ghibli com ChatGPT (de graça) — e o que isso significa para os designers

Com ChatGPT e o modelo DALL·E, qualquer pessoa pode transformar uma foto em uma ilustração inspirada nas animações japonesas do Studio Ghibli. Basta enviar a imagem, usar instruções genéricas e solicitar ajustes visuais que remetam ao estilo. Mas atenção: a ferramenta é para uso pessoal e criativo — não comercial.
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Tempo de leitura: 3 minutos

As redes sociais estão sendo tomadas por imagens que parecem saídas diretamente de uma animação japonesa. Por trás dessa tendência está uma ferramenta de IA que qualquer pessoa pode usar — inclusive sem pagar nada. Mas o que acontece com os artistas nesse cenário?

Apesar das críticas de Hayao Miyazaki, criador do Studio Ghibli, ao uso de inteligência artificial na arte, milhares de usuários estão usando plataformas como o ChatGPT para transformar suas fotos em imagens com estética Ghibli — aquele estilo suave, colorido e nostálgico das animações como A Viagem de Chihiro ou Meu Amigo Totoro. E o melhor: já é possível fazer isso sem gastar nada.

A ferramenta que torna isso possível

O recurso de edição de imagens com inteligência artificial foi incorporado ao ChatGPT por meio do modelo DALL·E, que permite carregar imagens e aplicar transformações visuais com comandos de texto.

Apesar de a ferramenta não anunciar diretamente a opção “estilo Ghibli”, é possível obter resultados muito próximos ao visual das animações japonesas ao usar instruções bem formuladas. Isso tem feito sucesso principalmente em redes como TikTok, Reddit e Instagram, onde as versões “Ghibli” de fotos comuns se tornam virais.

Como transformar uma imagem no estilo Ghibli

Para criar sua versão no estilo Studio Ghibli usando ChatGPT, o processo pode ser dividido em três etapas:

1. Carregue a imagem original

No chat do ChatGPT, clique no ícone de imagem e envie a foto que deseja transformar. Para retratos, é importante que o rosto esteja visível, bem iluminado e em boa resolução.

2. Peça uma versão em estilo caricatura

Para evitar restrições de uso de marcas registradas, o ideal é começar com um pedido mais genérico, como:

“Faça uma versão em estilo de caricatura desta imagem.”
Isso permite que a IA aplique traços estilizados, sem invocar diretamente propriedades intelectuais.

3. Solicite o estilo inspirado em Ghibli

Com a versão caricaturada gerada, peça um ajuste inspirado no universo Ghibli, com descrições como:

“Adapte a imagem ao estilo de animação japonesa clássica, com cores suaves e atmosfera onírica.”
Evite mencionar diretamente “Studio Ghibli”, pois a plataforma pode bloquear esse tipo de solicitação. Alternativas eficazes incluem frases como “estilo de animação japonesa dos anos 80 e 90” ou “estética de filme de animação tradicional japonês”.

Limitações e uso responsável

A OpenAI bloqueia solicitações que usem nomes de marcas registradas ou que busquem imitar diretamente propriedades intelectuais reconhecíveis, como o próprio nome “Studio Ghibli” ou títulos de filmes.

Essas restrições seguem diretrizes de respeito aos direitos autorais e ao uso ético de conteúdo gerado por IA. Ainda assim, é possível alcançar resultados visualmente muito semelhantes, ideais para fins artísticos, pessoais ou experimentais.

Vale lembrar que o uso comercial dessas imagens não é recomendado sem considerar os direitos envolvidos. A estética pode ser usada para brincar ou se expressar criativamente — mas não para lucrar ou vender produtos derivados.

E os designers, como ficam?

A popularização dessas ferramentas levanta questões relevantes: qual é o papel do artista em um mundo onde qualquer pessoa pode “criar arte” com comandos de texto? Embora as IAs ampliem o acesso à criação visual, elas não substituem o olhar, a intenção e a sensibilidade humana.

Para muitos profissionais, a IA pode ser uma aliada — não uma ameaça. Designers que souberem integrar essas tecnologias aos seus fluxos de trabalho continuarão sendo essenciais na criação de narrativas visuais com propósito e identidade.

 

Fonte: Infobae

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