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Ciência

Congelamento do Câncer de Mama: Técnica revolucionária apresenta 100% de eficácia, segundo estudo

Uma nova técnica de tratamento para câncer de mama alcançou resultados impressionantes. Desenvolvida pela Unifesp, a crioablação utiliza temperaturas extremamente baixas para destruir células cancerígenas de forma minimamente invasiva. O estudo inicial mostrou eficácia total para tumores pequenos e pode transformar o combate à doença no Brasil e no mundo.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Um avanço científico inédito está sendo testado no Brasil. A crioablação, técnica que congela tumores para destruí-los, apresentou eficácia de 100% em casos iniciais de câncer de mama com tumores de até 2 cm. Este procedimento inovador tem o potencial de revolucionar o tratamento oncológico, especialmente em países com sistemas de saúde pública como o Brasil.

O que é a crioablação?

A crioablação é um procedimento minimamente invasivo que utiliza temperaturas extremamente baixas para congelar e destruir células cancerígenas. Durante o tratamento, uma agulha é inserida na região afetada, injetando nitrogênio líquido a -140ºC. Esse processo cria uma esfera de gelo que destrói o tumor sem necessidade de cirurgia tradicional.

Segundo o professor Afonso Nazário, da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp), a técnica é rápida, indolor e realizada com anestesia local, sem necessidade de internação. Além disso, a incisão feita pela agulha é menor ou semelhante à de uma biópsia convencional.

Resultados do estudo inicial

O estudo conduzido pela Universidade Federal de São Paulo demonstrou 100% de eficácia para tumores menores que 2 cm. Nesta primeira etapa, a crioablação foi utilizada após a cirurgia, em um grupo de 60 pacientes.

Atualmente, a pesquisa está comparando dois grupos de pacientes: um que passou pela crioablação sem cirurgia e outro que realizou o procedimento cirúrgico tradicional. Mais de 700 mulheres participam dessa nova fase em 15 centros de saúde do estado de São Paulo.

Procedimento inédito no Brasil

Em janeiro de 2025, o Hospital São Paulo (HSP/HU Unifesp) realizou pela primeira vez o procedimento em um hospital público brasileiro. Durante o tratamento, foram aplicados três ciclos de 10 minutos, alternando congelamento e descongelamento do tumor mamário.

O caráter experimental do procedimento integra a pesquisa de pós-doutorado da professora Vanessa Sanvido. Embora já aprovado pela Anvisa, o uso da técnica ainda não foi incluído no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para o câncer de mama.

Potencial para o Sistema Único de Saúde (SUS)

Um dos grandes desafios para a implementação da técnica no Brasil é o custo das agulhas utilizadas no procedimento, que ainda é elevado. Segundo os pesquisadores, a expansão do uso da crioablação pode reduzir significativamente os custos, tornando-a acessível ao SUS.

“Nós acreditamos que, com o avanço da técnica, será possível reduzir a fila de espera do SUS em até 30% para pacientes com câncer de mama”, afirma Nazário.

Reconhecimento internacional

Embora o procedimento seja experimental no Brasil, países como Israel, Estados Unidos, Japão e Itália já utilizam a crioablação para tratar o câncer de mama. Este reconhecimento internacional reforça o potencial da técnica como uma alternativa eficaz e menos invasiva.

Futuro promissor

A crioablação representa um marco no tratamento do câncer de mama, oferecendo uma solução minimamente invasiva, eficaz e promissora. A pesquisa realizada pela Unifesp não apenas destaca a excelência científica brasileira, mas também sinaliza um futuro mais acessível e inovador para o combate à doença.

Com a expansão da técnica e o apoio ao desenvolvimento de tecnologias acessíveis, o Brasil tem a oportunidade de liderar uma transformação no tratamento oncológico, garantindo mais qualidade de vida às pacientes.

Fonte: CNN Brasil

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