De acordo com o Procon-SP, em junho foram registradas 96 reclamações. Em julho, o número subiu para 155, mas foi em agosto que a situação fugiu do controle: 734 queixas relacionadas a cobranças indevidas, não previstas ou em desacordo com o consumo real. O salto representa 373% de aumento em apenas um mês, mostrando a gravidade do problema.
O que diz a Comgás sobre o aumento
A Comgás justificou o valor das contas alegando dificuldades no acesso aos medidores e o maior uso de aquecedores a gás no inverno. A empresa reforçou, em reunião no dia 22 de agosto com o Procon e a Arsesp (agência reguladora do setor), que o aumento seria resultado de questões sazonais.
No entanto, os dados do Procon mostram que a situação deste ano foi atípica. Em 2024, por exemplo, os números não chegaram nem perto desse pico: 79 reclamações em junho, 100 em julho e 155 em agosto.
Fiscalização e possíveis penalidades
Após a reunião, a Arsesp deu 48 horas para a concessionária apresentar explicações formais. A Comgás afirmou que respondeu dentro do prazo e segue em diálogo com os órgãos reguladores. A Arsesp também informou ter realizado fiscalizações em campo, mas disse não ter encontrado irregularidades na medição ou no faturamento.
Mesmo assim, o Procon-SP continua analisando os casos. Caso seja comprovada alguma infração, a concessionária pode sofrer penalidades, incluindo multas.
E agora, consumidor?
Para quem recebeu contas de gás com valores acima da média, a orientação é registrar a reclamação no Procon-SP e manter todos os comprovantes em mãos. O aumento abrupto gera desconfiança e levanta debate sobre a transparência no setor de energia em São Paulo. A análise dos órgãos de defesa do consumidor pode definir se o episódio foi apenas sazonal ou um caso de cobrança abusiva.
[Fonte: CBN]