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Ciência

Crise na Boeing: Programa Starliner acumula prejuízo de US$ 2 bilhões

A empresa enfrenta dificuldades para cumprir seu contrato com a NASA e pode vender parte de sua divisão espacial.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A Boeing continua enfrentando desafios com sua espaçonave CST-100 Starliner, um projeto que já ultrapassou os US$ 2 bilhões em prejuízos. A empresa, que tem um contrato de US$ 4,3 bilhões com a NASA, enfrenta incertezas quanto ao futuro de seu programa espacial, enquanto considera vender parte de seus ativos na área.

Aumento dos prejuízos e atrasos

Problemas técnicos e custos elevados

A Boeing relatou um prejuízo adicional de US$ 523 milhões em 2024, atribuindo as perdas a desafios técnicos e ao aumento dos custos operacionais. Esse valor se soma aos US$ 250 milhões perdidos no terceiro trimestre e aos US$ 125 milhões do segundo trimestre do mesmo ano.

A empresa citou “designs altamente complexos e desafios técnicos” como as principais razões para os problemas do Starliner, além dos atrasos no cronograma que encareceram ainda mais o projeto.

Falha na missão tripulada e consequências

Lançamento com problemas e retorno não tripulado

O Starliner decolou em 5 de junho de 2024 com os astronautas da NASA Butch Wilmore e Sunni Williams para seu primeiro teste tripulado rumo à Estação Espacial Internacional (ISS). Contudo, a missão encontrou sérios problemas:

📌 Falha de cinco propulsores durante a aproximação da ISS;
📌
Cinco vazamentos de hélio, um deles identificado antes da decolagem;
📌
A espaçonave ficou presa na ISS por três meses, enquanto a NASA avaliava os riscos do retorno dos astronautas a bordo.

Diante das falhas, a NASA optou por devolver o Starliner à Terra sem tripulação em 6 de setembro de 2024, trazendo os astronautas de volta por meio da cápsula Crew Dragon da SpaceX.

NASA suspende novos voos do Starliner

Com o fracasso da primeira missão tripulada, a NASA decidiu suspender futuras viagens do Starliner à ISS. Em seu lugar, a agência priorizou missões com a Crew Dragon da SpaceX, com o Crew-10 programado para março de 2025 e o Crew-11 para julho do mesmo ano. Essa decisão adiou qualquer nova tentativa da Boeing de lançar sua espaçonave.

O futuro do programa espacial da Boeing

Diante dos altos custos e dificuldades técnicas, a Boeing agora considera vender parte de sua divisão espacial, incluindo o programa Starliner. A empresa deve manter apenas as operações ligadas ao Sistema de Lançamento Espacial (SLS) da NASA.

Caso a Boeing abandone o Starliner, a NASA dependerá exclusivamente da SpaceX para o transporte de astronautas, contrariando o plano inicial da agência de ter dois fornecedores para missões tripuladas.

O futuro do Starliner e da presença da Boeing no setor espacial ainda é incerto. O que está claro, no entanto, é que o projeto, inicialmente ambicioso, se tornou um dos maiores desafios financeiros e técnicos da empresa.

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