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Demorou uma década para chegar à Netflix, mas agora um dos filmes de ficção científica mais esquecidos virou fenômeno

Uma produção que passou quase despercebida quando estreou acaba de conquistar espaço entre os filmes mais assistidos da Netflix. Misturando ficção científica, suspense e mistério, ela surpreende quem lhe dá uma chance.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Nem sempre os maiores sucessos da ficção científica são aqueles que lotam cinemas ou dominam as conversas nas redes sociais. Alguns títulos levam anos para encontrar seu público e, quando finalmente chegam ao streaming, revelam qualidades que passaram despercebidas em seu lançamento. É exatamente esse o caso de um filme lançado há quase uma década que agora ocupa posição de destaque entre os mais vistos da Netflix, conquistando espectadores com uma história tão misteriosa quanto emocionante.

Um suspense que mistura religião, ficção científica e fantasia de forma incomum

Lançado originalmente em 2016 e dirigido por Jeff Nichols, O escolhido (Midnight Special) finalmente desembarcou na Netflix em 2026. Bastaram poucos dias para que o longa figurasse entre os dez filmes mais assistidos da plataforma, despertando a curiosidade de quem nunca havia ouvido falar da produção.

A trama começa de forma intrigante. Roy e seu amigo Lucas aparentam ter sequestrado um garoto chamado Alton de um rancho isolado. No entanto, conforme a história avança, fica claro que a situação é exatamente o oposto: eles estão tentando proteger o menino de uma seita religiosa que acredita que ele seja uma espécie de messias destinado a cumprir antigas profecias.

Ao mesmo tempo, o FBI inicia uma intensa perseguição para localizar o garoto. Aos poucos, a narrativa revela que Alton não possui apenas habilidades incomuns. Sua verdadeira origem desafia tudo o que os personagens acreditavam conhecer sobre a realidade, transformando uma simples fuga em uma jornada repleta de mistérios e descobertas.

Sem recorrer aos clichês tradicionais de invasões alienígenas ou guerras espaciais, o filme aposta em uma abordagem mais intimista, na qual o suspense psicológico divide espaço com conceitos de dimensões paralelas e seres que transcendem a compreensão humana.

Uma história que esconde muito mais do que aparenta

Embora a perseguição mova boa parte da narrativa, O escolhido constrói diversas camadas emocionais ao longo da história. A viagem de Roy ao lado do filho funciona como uma metáfora sobre um dos momentos mais delicados da vida familiar: o instante em que os filhos crescem e seguem seus próprios caminhos.

Enquanto tenta proteger Alton de diferentes ameaças, o protagonista também enfrenta a difícil missão de aceitar que não poderá mantê-lo ao seu lado para sempre. Essa dimensão emocional torna a obra muito mais profunda do que um simples suspense de ficção científica.

O roteiro também estabelece paralelos com elementos religiosos. A figura do menino tratado como um escolhido remete a passagens bíblicas, enquanto a presença da seita acrescenta discussões sobre fé, fanatismo e interpretação de profecias. Ao mesmo tempo, a ficção científica amplia essas questões ao sugerir que existem formas de vida e planos de existência muito além da compreensão humana.

Essa combinação entre espiritualidade, fantasia e conceitos científicos cria uma atmosfera bastante original, diferente da maioria das produções do gênero lançadas na última década.

Um filme que foi ignorado nos cinemas e agora ganha uma segunda chance

Apesar da recepção discreta nas bilheterias, O escolhido recebeu avaliações bastante positivas da crítica especializada. No Rotten Tomatoes, por exemplo, conquistou 84% de aprovação, índice que demonstra o reconhecimento de sua qualidade narrativa e técnica.

Ainda assim, o longa acabou ofuscado por grandes produções da época e nunca alcançou o mesmo nível de popularidade de outros filmes de ficção científica lançados naquele período.

A chegada à Netflix mudou esse cenário. O streaming permitiu que uma nova geração de espectadores descobrisse a obra, impulsionando-a para o Top 10 da plataforma e despertando interesse justamente por sua proposta diferente.

Para quem aprecia histórias inteligentes, que valorizam o desenvolvimento dos personagens tanto quanto os elementos fantásticos, O escolhido surge como uma excelente opção. É um daqueles filmes que não dependem apenas de efeitos visuais grandiosos, mas apostam em uma narrativa envolvente, interpretações marcantes e perguntas que continuam ecoando muito depois dos créditos finais.

[Fonte: msn]

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