Até 2024, acreditava-se que as pirâmides do Egito eram as mais antigas do mundo, especialmente a Pirâmide de Djoser, datada de 2630 a.C. No entanto, um estudo do Instituto de Ciências da Indonésia revelou a existência de uma estrutura piramidal que remonta a aproximadamente 25.000 a.C. na densa selva do país. O mais surpreendente é que os pesquisadores sugerem que essa construção pode não ter sido feita por humanos.
O Mistério de Gunung Padang
O estudo focou na pirâmide de Gunung Padang, um sítio arqueológico que, segundo algumas hipóteses, funcionava como um local religioso. Segundo o cientista Danny Hilman Natawidjaja, em artigo publicado na revista Archaeological Prospection, a estrutura foi formada por lava andesítica massiva que, posteriormente, foi meticulosamente esculpida.
Diferentemente das pirâmides egípcias ou mesoamericanas, acredita-se que Gunung Padang tenha se originado de uma catástrofe natural. Somente mais tarde, as comunidades locais teriam dado forma ao local e atribuído um significado espiritual à estrutura.
Uma Descoberta Que Desafia a História
Os pesquisadores afirmam que as técnicas de construção encontradas na estrutura de Gunung Padang desafiam as ideias convencionais sobre a evolução da civilização humana. Segundo eles, “este estudo lança luz sobre habilidades avançadas de construção que remontam ao último período glacial, muito antes do surgimento da agricultura, há cerca de 11.000 anos”.
A publicação do estudo gerou um intenso debate entre arqueólogos de todo o mundo. Muitos especialistas contestaram a hipótese, incluindo Bill Farley, da Southern Connecticut State University, que argumenta que “não há evidências concretas de que a elevação no terreno tenha sido moldada por humanos, podendo ser apenas uma formação natural”.
A Polêmica Continua
Apesar das divergências acadêmicas, uma coisa é certa: não há indícios de que seres intergalácticos tenham participado da criação de Gunung Padang, ao contrário das teorias conspiratórias sobre as pirâmides de Gizé. O que esse achado sugere é que ainda há muito a ser descoberto sobre o passado humano e que nossa compreensão da história pode precisar ser reescrita.
Fonte: La Nación