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Diretores de ‘Pânico 5’ e ‘6’ queriam um ‘Pânico 7’ muito mais cruel — e quase transformaram a heroína em Ghostface

Antes de mudanças nos bastidores, os diretores de Pânico 5 e 6 planejavam um sétimo filme mais sombrio, violento e claustrofóbico. A ideia incluía inverter o papel da “final girl” e reduzir a escala da história. O resultado poderia ter sido o capítulo mais brutal da franquia.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Com a estreia de Scream 7 nos cinemas e recepção morna da crítica, fãs começaram a especular sobre o que poderia ter sido. Antes de Kevin Williamson assumir a direção, o longa seria comandado pela dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, conhecidos como Radio Silence — responsáveis por Scream e Scream VI.

Os diretores deixaram o projeto por conflitos de agenda com o filme Abigail. Mesmo sem terem acesso a um roteiro final de Pânico 7, eles revelaram ideias que poderiam ter transformado radicalmente o tom da franquia.

“Se Pânico 6 foi confortável, o 7 iria te destruir”

Em entrevistas, Bettinelli-Olpin comentou que a intenção era ir muito além em termos de violência e impacto emocional. Segundo ele, a dupla discutia até onde poderiam levar o horror.

Para eles, Pânico VI funcionava quase como um “filme surpresa com final reconfortante”. Já o sétimo capítulo, em sua visão, seria cruel, perturbador e sem concessões.

A proposta era abandonar qualquer sensação de segurança para os personagens — e para o público.

A inversão da “final girl”

Uma das ideias mais comentadas veio do ator Skeet Ulrich, que revelou meses atrás que o plano incluía uma reviravolta ousada: transformar Sam Carpenter em Ghostface.

Interpretada por Melissa Barrera, a personagem sobreviveu a dois massacres consecutivos. A proposta era explorar o peso psicológico dessa herança — afinal, ela é filha de Billy Loomis.

Se a ideia tivesse avançado, o filme inverteria a clássica estrutura da franquia, na qual a “final girl” é a sobrevivente moralmente íntegra. Sam como assassina abriria espaço para conflitos com sua irmã, Tara, e com os gêmeos Meeks-Martin, ampliando a tensão interna do grupo.

Menor escala, maior intensidade

Após levar a história para Nova York em Pânico VI, a dupla queria fazer o oposto: reduzir a escala.

Tyler Gillett mencionou a ideia de um filme ultra-contido, quase em tempo real, com acontecimentos desenrolando minuto a minuto. Algo mais claustrofóbico, intenso e concentrado.

Em vez de expandir o universo, a proposta era comprimi-lo — aumentar a pressão e eliminar respiros narrativos.

Uma oportunidade perdida?

Sem um roteiro desenvolvido, as ideias permaneceram no campo das possibilidades. Ainda assim, mostram como a franquia poderia ter assumido um rumo mais arriscado.

Pânico sempre foi conhecido por brincar com as regras do terror. Transformar sua protagonista em vilã e adotar um formato quase em tempo real poderia ter sido uma das apostas mais ousadas da série.

No fim, mudanças criativas e decisões de bastidores redefiniram o caminho de Pânico 7. Mas a especulação permanece: até onde a franquia estaria disposta a ir para se reinventar?

Se depender das ideias do Radio Silence, a resposta seria simples — muito mais fundo do que o público imaginava.

 

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