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Ciência

Eclipse solar de 2026 será um dos mais extremos do século: veja a data, o horário e por que o novo “anel de fogo” chama atenção

Um eclipse solar anular raro e classificado como “extremo” deve ocorrer em fevereiro de 2026. Com a Lua mais distante da Terra, o fenômeno formará um anel de fogo quase perfeito — visível apenas em regiões remotas do planeta e acompanhado com atenção por astrônomos do mundo todo.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O ano de 2026 já entrou no radar da comunidade científica por um motivo especial: um eclipse solar anular considerado um dos mais singulares do século XXI. O fenômeno, conhecido como “anel de fogo”, ocorre quando a Lua passa diante do Sol sem encobri-lo totalmente. Além do impacto visual, a combinação orbital envolvida torna o evento raro — e pouco acessível para observadores comuns.

Quando acontece o eclipse solar anular de 2026

Eclipse
© iStock

O eclipse ocorrerá na terça-feira, 17 de fevereiro de 2026. Nesse dia, a Lua cruzará o disco solar durante a fase de Lua nova, mas estará próxima do apogeu — o ponto mais distante de sua órbita em relação à Terra. Isso fará com que seu tamanho aparente seja menor que o do Sol.

De acordo com cálculos do Instituto Geográfico Nacional de Espanha, os principais momentos do eclipse, em Tempo Universal (UTC), serão aproximadamente:

  • Início do eclipse parcial: 09h56 UTC

  • Máximo do eclipse: entre 12h11 e 12h13 UTC

  • Fim do eclipse parcial: 14h27 UTC

Embora o fenômeno completo dure mais de quatro horas, a fase de anularidade — quando o “anel de fogo” aparece — deve durar pouco mais de dois minutos no ponto máximo.

Onde o “anel de fogo” poderá ser visto

A visibilidade do eclipse varia bastante conforme a localização geográfica. A fase anular completa será observável apenas em uma estreita faixa que cruza a Antártida e áreas do oceano Austral.

Já o eclipse parcial poderá ser visto em partes do extremo sul da América do Sul, como a Patagônia, além de regiões do sul da África, Madagascar e zonas oceânicas próximas.

Grande parte do hemisfério norte — incluindo o Brasil — não terá visibilidade direta do fenômeno, devido à trajetória extremamente austral da sombra da Lua.

Por que esse eclipse é considerado “extremo”

Astrônomos classificam o eclipse de fevereiro de 2026 como excepcional por uma combinação de fatores pouco comuns. Um deles é o grau de cobertura: cerca de 96,3% do disco solar será ocultado, criando um anel luminoso fino e bem definido no céu.

Outro ponto é a condição orbital específica. A Lua estará próxima do apogeu no momento do alinhamento, o que acentua o efeito anular. Além disso, a localização remota da faixa de visibilidade torna o evento raro para observação direta, aumentando seu valor científico e simbólico.

O que será possível ver em áreas habitadas

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© https://x.com/starseedastro/

Nas regiões que ficarão sob eclipse parcial, o Sol parecerá “mordido” pela Lua, sem jamais formar o anel completo. Ainda assim, o fenômeno será perceptível e poderá ser acompanhado com instrumentos adequados.

Especialistas ressaltam que, mesmo em eclipses parciais, nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção. O uso de óculos próprios para eclipses ou filtros solares certificados é indispensável.

2026 será um ano marcante para a astronomia

O eclipse anular de fevereiro não será o único grande evento celeste do ano. Em 12 de agosto de 2026, ocorrerá um eclipse solar total visível em partes da Europa e do Ártico, consolidando 2026 como um dos anos mais relevantes da década para observações astronômicas.

O que é um eclipse solar anular

Um eclipse solar acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, bloqueando total ou parcialmente a luz solar. No caso do eclipse anular, a Lua está mais distante da Terra e não consegue cobrir todo o disco solar, deixando um anel brilhante visível ao redor.

Esse tipo de eclipse é menos comum do que o total e depende de um alinhamento orbital muito preciso. Por isso, quando ocorre — especialmente em condições tão específicas como as de 2026 — atrai atenção especial de cientistas e observadores do céu ao redor do mundo.

 

[ Fonte: Infobae ]

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