O ano de 2026 será especial para quem gosta de olhar para o céu. Diferente do que acontece na maioria dos anos — quando o calendário registra 12 luas cheias — o próximo ciclo lunar trará 13 plenilúnios, criando uma sequência mais intensa de eventos astronômicos visíveis a olho nu. A razão não é mística nem aleatória: trata-se de um ajuste natural entre o tempo que a Lua leva para completar suas fases e a duração do ano solar.
Esse encaixe pouco comum faz com que algumas luas se destaquem não apenas pela frequência, mas também por características específicas, como superluas mais brilhantes, microluas discretas e eclipses lunares que prometem chamar atenção em diferentes partes do mundo.
Por que 2026 terá 13 luas cheias

A Lua leva, em média, 29,5 dias para completar um ciclo de fases. Como o ano solar tem cerca de 365 dias, essa diferença acumulada permite que, em determinados anos, um plenilúnio extra “se encaixe” no calendário. É exatamente isso que acontece em 2026.
Além da quantidade, o ano será marcado por variações significativas na distância entre a Terra e a Lua. A órbita lunar é elíptica, o que significa que o satélite ora se aproxima (perigeu), ora se afasta (apogeu) do nosso planeta. Essa oscilação é responsável pelas chamadas superluas e microluas.
O ano começa com uma superlua intensa
O primeiro plenilúnio de 2026 acontece logo no início do ano. No dia 3 de janeiro, a chamada Lua do Lobo atinge sua fase cheia já como superlua, encerrando uma sequência de quatro superluas consecutivas iniciada ainda em outubro do ano anterior.
Nesse momento, a Lua estará mais próxima da Terra, parecendo até 14% maior e cerca de 30% mais brilhante do que uma lua cheia comum. Mesmo quem não costuma observar o céu noturno deve perceber a diferença, especialmente nas noites ao redor da data exata.
Superlua, microlua e o jogo das distâncias
Quando o plenilúnio coincide com o perigeu, temos uma superlua. Já quando ocorre próximo ao apogeu, o fenômeno recebe o nome de microlua, aparentando ser menor e menos luminosa. Em 2026, o contraste ficará evidente ao longo do ano.
A Lua de Fresa, em 29 de junho, será uma microlua, oferecendo um contraponto interessante às superluas mais chamativas do início e do fim do ano. Essa alternância ajuda astrônomos e fotógrafos a comparar visualmente como a distância influencia nossa percepção do satélite.
Eclipses que vão transformar a Lua
Março será um dos pontos altos do calendário astronômico. No dia 3, a Lua de Minhoca coincidirá com um eclipse lunar total. Durante quase uma hora, a Lua atravessará completamente a sombra da Terra, adquirindo o tom avermelhado que dá origem ao apelido popular de “lua de sangue”.
Mais adiante, em 28 de agosto, a Lua de Esturjão virá acompanhada de um eclipse lunar parcial, visível em grande parte das Américas, Europa e África. Embora menos dramático que o eclipse total, o fenômeno ainda altera o brilho e o contorno da Lua de forma perceptível.
Um mês com duas luas cheias

Outro detalhe curioso do ano ocorre em maio, que terá duas luas cheias. A primeira será a Lua das Flores, no dia 1º. A segunda, em 31 de maio, será uma Lua Azul — nome dado à segunda lua cheia dentro de um mesmo mês, sem relação com cor.
Um encerramento à altura
O fim de 2026 mantém o ritmo intenso. Após a Lua da Colheita, em setembro, e a Lua do Caçador, em outubro, novembro traz a Lua do Castor, novamente em versão superlua. O ciclo se encerra em 23 de dezembro, com a Lua Fria, também uma superlua, garantindo um céu especialmente iluminado nas últimas noites do ano.
Calendário completo das luas cheias de 2026
- 3 de janeiro: Lua do Lobo (Superlua)
- 1º de fevereiro: Lua da Neve
- 3 de março: Lua de Minhoca (Eclipse total)
- 1º de abril: Lua Rosa
- 1º de maio: Lua das Flores
- 31 de maio: Lua Azul
- 29 de junho: Lua de Fresa (Microlua)
- 29 de julho: Lua do Veado
- 28 de agosto: Lua de Esturjão (Eclipse parcial)
- 26 de setembro: Lua da Colheita
- 26 de outubro: Lua do Caçador
- 24 de novembro: Lua do Castor (Superlua)
- 23 de dezembro: Lua Fria (Superlua)
Para quem gosta de astronomia — ou simplesmente de contemplar o céu — 2026 promete ser um ano difícil de ignorar.
[ Fonte: Diario Uno ]