Uma coluna que tomou o céu
A primeira explosão aconteceu ainda de madrugada em Kyushu, a principal ilha do Japão no sudoeste do arquipélago. Segundo a Agência Meteorológica Japonesa (JMA), o vulcão Sakurajima registrou sucessivas erupções que lançaram cinzas a mais de 4 quilômetros de altura — algo que não acontecia há quase 13 meses.
A força da erupção impressionou até quem já está acostumado com a atividade constante do Sakurajima, famoso por suas explosões frequentes e imprevisíveis.
Voos cancelados e impacto na região

A queda de cinzas rapidamente afetou o Aeroporto de Kagoshima, próximo ao vulcão. A imprensa local confirmou o cancelamento de 30 voos, tanto de chegada quanto de partida. A JMA também alertou que os ventos levaram a nuvem de cinzas para o nordeste, com previsão de queda não só em Kagoshima, mas também na província vizinha de Miyazaki.
Esse tipo de interrupção é comum em eventos vulcânicos, já que as partículas finas podem danificar motores de aeronaves e comprometer a visibilidade.
Um dos vulcões mais ativos do Japão
O Sakurajima é monitorado de perto há décadas. Ele é considerado um dos vulcões mais ativos do Japão e apresenta erupções de diferentes intensidades com frequência. Em 2019, por exemplo, uma explosão lançou cinzas a 5,5 quilômetros de altura, reforçando o nível de risco na região.
A nova erupção reacende o debate sobre monitoramento, segurança e preparação para desastres naturais — temas que seguem essenciais em um país marcado por atividade sísmica e vulcânica intensa.
A situação continua sob observação, e as autoridades japonesas alertam que novas erupções não estão descartadas. Resta acompanhar como a atividade do Sakurajima vai evoluir e se mais impactos serão sentidos pelos moradores e viajantes da região.
[Fonte: CNN Brasil]