O desenvolvimento de robôs humanoides entrou em uma nova fase. Nos Estados Unidos, uma startup de robótica com sede na Califórnia apresentou um plano audacioso: construir 100 mil unidades em apenas quatro anos. A proposta já movimenta o mercado, preocupa especialistas e desperta o interesse do mundo todo. Estaríamos diante de uma nova revolução tecnológica com implicações que vão além da indústria?
Um exército de robôs para uso civil e doméstico
A empresa responsável pelo projeto é a Figure AI, que firmou recentemente um acordo estratégico com uma grande corporação americana — c+ujo nome, por enquanto, permanece em sigilo. A meta é clara: criar uma frota de 100 mil robôs humanoides capazes de atuar tanto em ambientes industriais quanto em residências.
Essa quantidade massiva chamou a atenção de analistas, que já falam em um verdadeiro “exército civil” de robôs. Embora o foco declarado seja o uso comercial e doméstico, a escala do projeto sugere potenciais desdobramentos mais amplos.
Uma resposta direta à China?
O avanço da robótica também virou palco da disputa entre China e Estados Unidos. Enquanto a chinesa Zhiyuan Robotics já iniciou a produção de mil robôs domésticos, a Figure AI quer multiplicar esse número por cem.
Segundo Brett Adcock, CEO da empresa, o novo acordo permitirá acelerar a produção, reduzir custos e treinar modelos de inteligência artificial cada vez mais eficientes. A Figure já tem experiência no setor: colaborou anteriormente com a BMW em projetos de automação industrial.
Robôs para fábricas, casas… e muito além
A empresa tem dois focos principais. O primeiro é o uso comercial: fábricas, centros de distribuição e empresas de logística. A integração será feita inicialmente com um número reduzido de grandes clientes.
O segundo objetivo é entrar nos lares: os robôs estão sendo programados para realizar tarefas como faxina, auxílio a idosos, transporte de objetos e cuidados básicos de saúde. Desde 2024, os protótipos Figure 01 e Figure 02 vêm demonstrando avanços notáveis em mobilidade e autonomia.
Debate ético e possíveis usos militares
Apesar do discurso voltado ao uso civil, o projeto levanta dúvidas. O termo “exército de robôs” ganhou força nas redes sociais, e especialistas alertam sobre riscos éticos e geopolíticos. Em um mundo cada vez mais tenso, a possibilidade de que essas máquinas sejam usadas para vigilância ou fins militares não está descartada.
A Figure AI ainda não comentou sobre isso, mas o simples pedido de autorização para 100 mil unidades acendeu o debate: estaremos entrando em uma era de inovação libertadora ou de controle algorítmico global?