A segunda temporada de Wandinha mostrou que até uma stalker pode se reinventar. Agnes, interpretada por Evie Templeton, começou como uma fã desequilibrada de Wandinha Addams (Jenna Ortega), mas surpreendeu ao dar a volta por cima e abraçar sua própria identidade. Agora, Templeton compartilha como enxerga a evolução da personagem e suas esperanças para a terceira temporada da série de Tim Burton, já disponível na Netflix.
Do fanatismo à individualidade
No final da temporada, Wandinha confronta Agnes de forma dura, deixando claro que ela não precisava imitá-la para ser aceita. A cena, que poderia ter marcado a origem de uma vilã, acabou se transformando em ponto de virada para a personagem.
“É devastador para ela ouvir de sua ídola que não é boa o bastante, mas também é o momento em que entende que precisa ser ela mesma”, explicou Templeton. O gesto simbólico de abandonar as tranças — copiadas do estilo de Wandinha — marcou sua libertação da identidade emprestada.
A força da mensagem
Para Templeton, a cena carrega uma mensagem importante para sua geração: não se sentir pressionado a se encaixar em moldes. “É um episódio sobre abraçar sua individualidade. É entender que ser você mesmo é a melhor versão possível”, afirmou a atriz.
Essa guinada coloca Agnes em um novo caminho, não mais como sombra de Wandinha, mas como alguém que encontra seu espaço próprio.
De rival a parceira de Enid
Um dos desejos da atriz é ver Agnes se aproximar de Enid Sinclair (Emma Myers), melhor amiga de Wandinha. “As duas têm muito em comum. Ambas admiram a Wandinha e sabem que, por baixo da postura fria, ela é uma amiga leal e compassiva”, disse Templeton.
Essa amizade, segundo ela, pode transformar Agnes de rival em aliada, reforçando o trio no núcleo central da história.
O impacto do “Dead Dance”
A virada de Agnes também foi marcada pelo baile em que ela e Enid performam a icônica dança ao som de “The Dead Dance”, de Lady Gaga.
“Foi ali, com o vestido verde e o novo penteado, que ela percebeu como o conselho de Enid — para ser sua própria versão — realmente a transformou”, contou Templeton. Para a atriz, a cena simboliza a quebra da pressão de se conformar e a celebração da autenticidade.
Química dentro e fora de cena
Templeton também elogiou a parceria com Emma Myers. “Emma é uma das pessoas mais doces que já conheci. Temos muito em comum e isso facilitou demais nossa conexão. A sequência de dança nos aproximou desde o início”, revelou.
Essa sintonia abre espaço para que as personagens se tornem não apenas amigas, mas parceiras em futuras investigações sobrenaturais.
O trio que os fãs querem ver
A expectativa da atriz é clara: Agnes consolidada como parte do grupo principal. “Quero muito ver essa dinâmica do trio, como se fossem os Três Mosqueteiros”, disse Templeton. Para ela, o poder de invisibilidade de Agnes pode ser uma adição estratégica ao time de resolução de mistérios da Nevermore Academy.
Olhando para a 3ª temporada
Com a segunda temporada já disponível na Netflix, as apostas estão altas para o futuro da série. O arco de Agnes promete trazer novas camadas à trama e, se depender de Templeton, sua personagem terá papel crucial na próxima fase da história, unindo força, amizade e uma boa dose de esquisitice — como todo fã de Wandinha espera.