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Estresse em níveis históricos: a geração Z enfrenta um mercado de trabalho mais desafiador do que nunca

Os jovens trabalhadores do mundo vivem um dos períodos mais estressantes da história recente. Uma pesquisa global revela como o ambiente de trabalho atual impacta a saúde mental e o comprometimento profissional da geração Z e dos millennials. Descubra os dados que explicam esta realidade preocupante.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Começar a carreira já é um desafio por si só, mas para os jovens de hoje, as dificuldades são ainda maiores. A entrada da geração Z e dos millennials no mercado de trabalho coincide com níveis recordes de estresse, revelando uma crise silenciosa que afeta diretamente o bem-estar e a produtividade dos profissionais mais jovens.

Estresse no trabalho atinge níveis alarmantes

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© Freepik

Segundo o relatório global de 2025 da Gallup, baseado em entrevistas com cerca de mil trabalhadores em 160 países, o estresse diário continua em patamares históricos. Em 2009, 31% das pessoas relatavam sentir estresse intenso; hoje, esse número saltou para 40%.

Apesar de uma leve queda em comparação aos anos recordes de 2021 e 2022 (com 44%), os níveis atuais permanecem bem acima dos observados antes da pandemia. O estudo perguntou diretamente aos participantes se haviam sentido estresse durante muitas horas do dia anterior, um método que oferece um retrato fiel da pressão vivida atualmente.

A realidade na Europa e o peso sobre os jovens

Na Europa, o índice de trabalhadores estressados atinge 38%, com maior incidência entre profissionais com menos de 35 anos — exatamente a faixa da geração Z e dos millennials jovens. Outros estudos também confirmam que os jovens são os mais afetados pelo estresse em seus empregos.

Curiosamente, a diferença de estresse entre gerentes e trabalhadores na Europa é mínima, mostrando que a pressão atinge a todos, independentemente do cargo.

O descomprometimento agrava a crise

Uma das principais causas desse estresse elevado é a falta de comprometimento com os empregadores. O relatório destaca que o comprometimento tem um impacto 3,8 vezes maior sobre o estresse do que o local físico de trabalho.

A desconexão é particularmente evidente na América Latina, onde quase metade dos trabalhadores relatam sentir estresse intenso. A região também registra um dos maiores índices de descomprometimento: seis em cada dez empregados não se sentem engajados com suas empresas, e um em cada dez afirma estar totalmente desconectado.

A luta pessoal em meio ao caos profissional

A pesquisa também revela um dado alarmante: muitas pessoas sentem que estão apenas “sobrevivendo” em suas vidas pessoais. Globalmente, 58% afirmam estar lutando diariamente, enquanto apenas 33% se veem prosperando.

Na Europa, a situação é um pouco melhor: 47% se sentem prosperando, mas 46% ainda relatam dificuldades constantes. Cerca de 5% dos europeus descrevem sua vida como sofrimento.

Outro dado preocupante é que quase 20% dos europeus disseram ter sentido tristeza durante grande parte do dia anterior à pesquisa. No cenário global, 22% das pessoas relatam sentir-se solitárias.

Teletrabalho versus trabalho presencial: impacto no bem-estar

Embora o relatório deste ano não tenha investigado a fundo o impacto do local de trabalho sobre o estresse, dados anteriores da Gallup mostram que o compromisso do empregador é mais determinante que o modelo de trabalho (remoto ou presencial).

Ainda assim, o teletrabalho oferece vantagens importantes para muitos: o tempo economizado no deslocamento permite dedicar mais momentos à família e ao descanso, o que pode influenciar positivamente a saúde mental. No entanto, outros trabalhadores relatam dificuldades de concentração fora do ambiente tradicional de escritório.

O desafio da geração Z no mercado de trabalho

A geração Z e os millennials jovens entraram no mercado em um dos períodos mais difíceis da história moderna, enfrentando níveis de estresse e desmotivação sem precedentes. Compreender as causas desse cenário e adotar estratégias para promover o bem-estar e o engajamento é essencial para reverter essa tendência preocupante.

 

Fonte: Genbeta

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