Na nova adaptação de O Sobrevivente, Glen Powell embarca em um projeto que combina violência estilizada, perseguições e tensão constante. Em entrevista à CNN Brasil, o ator revelou que, para atingir a sensação de urgência que o filme exige, ele e o diretor Edgar Wright firmaram um acordo: tornar as sequências de ação o mais autênticas possível. E isso significou, para Powell, encarar riscos reais em frente às câmeras.
Um pacto por autenticidade nas cenas de ação
Durante a conversa com a CNN Brasil, Powell contou que a busca por realismo norteou toda a sua preparação para o papel. Ao lado de Wright — cineasta conhecido por Em Ritmo de Fuga e Scott Pilgrim Contra o Mundo —, o ator decidiu evitar soluções artificiais e encarar fisicamente boa parte das cenas.
“O pacto que Edgar e eu fizemos foi: ‘como podemos fazer isso de verdade?’”, afirmou o ator. “Percebi que teria que colocar meu corpo em risco para dar ao público essa experiência, e estou muito feliz por ter feito isso.”
Powell destaca que essa aproximação artística, centrada na paixão pelo cinema, foi essencial para construir a atmosfera do remake. Segundo ele, a sintonia com o diretor gerou um ambiente criativo intenso, marcado por discussões sobre linguagem visual e referências do gênero.
Trabalhar com Edgar Wright como experiência transformadora
Apesar de ser a primeira colaboração entre os dois, Powell ressalta que admirava Wright há anos: “Edgar tem sido um dos meus cineastas favoritos. Poder interpretar Ben Richards e viver dentro desse mundo foi incrivelmente especial.”
A parceria foi alimentada por um amor comum pelo cinema de ação e pelas possibilidades narrativas de um remake bem executado. Wright, conhecido por transformar sequências frenéticas em peças coreografadas de humor, ritmo e tensão, trouxe ao projeto uma energia particular — e Powell mergulhou nela sem reservas.
O enredo: sobrevivência, violência e crítica social
Em O Sobrevivente, Powell vive Ben Richards, um pai de família desesperado por dinheiro que se inscreve em um reality show mortal. A premissa é brutal: sobreviver por 30 dias enquanto é caçado por assassinos profissionais. O vencedor recebe uma fortuna; os perdedores, literalmente, não voltam para casa.
O filme é um remake da produção de 1987, baseada em um livro de Stephen King. A nova versão aposta em uma estética contemporânea para revisitar temas como desigualdade, espetacularização da violência e o limite moral de um entretenimento disposto a tudo por audiência.
Um filme de ação que não dá trégua
Powell promete que o público encontrará ação intensa do começo ao fim. “Se o mundo inteiro está caçando um homem, pode acreditar que ele vai apanhar feio”, disse. “Você não escapa desse show sem alguns cortes e hematomas.”
O ator, que também estrela Twisters, reforça que o impacto físico sentido durante as filmagens ajudou a construir um protagonista visceral, vulnerável e crível — alguém que realmente parece lutar pela própria vida.
Estreia nos cinemas brasileiros
O Sobrevivente chega aos cinemas do Brasil nesta quinta-feira (20), trazendo uma releitura moderna de um clássico da ação distópica. Para quem aprecia filmes de perseguição, violência estilizada e crítica social afiada, o longa promete ser um prato cheio.
[ Fonte: CNN Brasil ]