O Google apresentou oficialmente o Veo 3, sua nova plataforma de geração de vídeos com inteligência artificial, durante o evento anual Google I/O. Desde então, a internet tem sido tomada por produções hilárias, bizarras e caóticas, criadas por usuários curiosos para testar os limites da ferramenta. E, ao que tudo indica, o limite não existe.
O caos visual que o Veo 3 desencadeou
Eu tava distraído quando cliquei no videi e…. e acreditei em tudo que ela disse.
Isso oq sou treinado, e você tambémTOTALMENTE BIZARRO ISSO
Pq é 100% IA. As imagens, a voz, o “roteiro”, tudo. Loucura.O realismo do novo “Google Veo 3” ta outro nível.pic.twitter.com/53boPTl48U
— Coelho no Japão 🇯🇵🇧🇷👾⛩- NintendoBarato.com.br (@rodrigocoelhoc) May 22, 2025
Desde vídeos no estilo explosivo de Michael Bay até muffins falantes, passando por simulações autoconscientes e comerciais de remédios para cachorros, o Veo 3 vem demonstrando que, mesmo em seus primeiros passos, é capaz de criar cenas bastante convincentes — ou pelo menos visualmente interessantes.
O problema? Um padrão começou a se repetir entre os usuários: o uso da ferramenta para criar o que muitos chamam de “conteúdo liso de cérebro” (tradução livre de smooth-brain content), uma gíria que se refere a vídeos rasos, bobos ou sem qualquer profundidade. O tipo de conteúdo que viraliza facilmente no YouTube, mas não necessariamente acrescenta algo relevante.
A IA é boa demais em ser ruim?
O mais curioso é que o Veo 3 parece ser muito bom em produzir justamente esse tipo de material “descartável”. E não para por aí. Já surgiram simulações de transmissões estilo Twitch — aquelas com a tela dividida mostrando um gamer e seu gameplay — só que tudo isso, inclusive o jogo, é 100% gerado por IA. Em vez de Fortnite real, temos algo que parece Fortnite, mas que nunca aconteceu de fato.
Ou seja: estamos assistindo simulações de simulações. A um passo do nonsense total.
Entre o meme e o risco real
Embora esse tipo de vídeo possa parecer inofensivo e até engraçado, levanta preocupações importantes. A capacidade de gerar vídeos cada vez mais realistas com ferramentas acessíveis abre espaço para a criação de desinformação, manipulação e até propaganda.
Por isso, cresce o debate sobre a necessidade de salvaguardas, como marcas d’água que indiquem claramente que um vídeo foi criado por IA. Afinal, se a inteligência artificial já consegue produzir conteúdo convincente, mesmo que bizarro, o próximo passo pode ser mais perigoso do que divertido.
Ainda é só o começo
Por enquanto, estamos apenas na “entrada” desse banquete digital que o Veo 3 promete servir. E se os primeiros experimentos já são assim tão caóticos, é difícil imaginar o que virá quando a ferramenta for amplamente adotada por criadores de conteúdo no YouTube, TikTok e outras plataformas.
A pergunta que fica é: vamos rir disso agora… ou nos arrepender depois?