Após negar o caso, o governo do Rio Grande do Sul confirmou que a Polícia Penal abateu um drone que sobrevoava o Centro Administrativo, em Porto Alegre. O episódio ocorreu em setembro e só foi reconhecido oficialmente em nota divulgada no dia 15.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a ação contou com tecnologia antidrones do Grupo de Ações Especiais. A justificativa foi de que o local estava dentro do perímetro de segurança do Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, que sediava atividades do Acampamento Farroupilha.
Drone da Brigada Militar também foi derrubado

A polêmica aumentou porque outro episódio semelhante aconteceu dias depois, durante o desfile de 7 de setembro. Desta vez, o equipamento abatido era da própria Brigada Militar.
Avaliado em cerca de R$ 50 mil, o drone tinha câmera termal e visão noturna, recursos estratégicos para operações de inteligência e monitoramento.
Investigação aberta
A Secretaria de Segurança determinou a abertura de procedimento interno para investigar as circunstâncias. A apuração vai avaliar se houve falhas de comunicação entre órgãos da própria segurança pública.
A Brigada Militar afirmou que não foi notificada de qualquer restrição de voo na área, o que levantou questionamentos sobre a coordenação das operações e a eficácia do protocolo de uso da tecnologia antidrones.
O episódio expõe um atrito institucional em plena capital gaúcha e levanta dúvidas sobre como o Estado deve equilibrar segurança, comunicação e tecnologia em eventos de grande porte. O desfecho da investigação pode indicar se houve falha operacional ou se a ação foi considerada legítima.
[Fonte: Terra]