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Há 30 anos estreava uma das maiores obras-primas da ficção científica

Uma joia do cinema que reinventou as viagens no tempo e continua brilhando em 2025.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Viagens no tempo sempre foram um prato cheio para o cinema. A ideia abre um universo de possibilidades e permite criar histórias intensas, cheias de mistério e paradoxos intrigantes. Entre tantas produções marcantes, uma se destaca como verdadeira obra-prima do gênero: Os 12 Macacos, lançado há exatos 30 anos.

Uma viagem no tempo nada convencional

Há 30 anos estreava uma das maiores obras-primas da ficção científica
© https://x.com/GAltringham

Livremente inspirado no curta francês La Jetée, o longa dirigido por Terry Gilliam mostrou que ficção científica pode ser profunda e acessível ao mesmo tempo. A trama acompanha James Cole (Bruce Willis), um prisioneiro do ano 2035 que se oferece como voluntário para viajar até 1996. Sua missão: descobrir a origem de um vírus mortal que devastou a humanidade e coletar uma amostra para criar um antídoto no futuro.

Mas nada sai como planejado. Entre linhas temporais confusas, surtos de violência e encontros improváveis, Cole mergulha em um mundo caótico — e o espectador junto com ele.

Atuação de peso e atmosfera única

Há 30 anos estreava uma das maiores obras-primas da ficção científica
© https://x.com/GAltringham

É comum usar o termo “obra-prima” de forma exagerada, mas Os 12 Macacos realmente merece. Parte disso vem do elenco: Bruce Willis foge completamente do seu arquétipo de herói de ação para entregar uma performance introspectiva e intensa. Já Brad Pitt rouba a cena como o imprevisível Jeffrey Goines — papel que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar.

A trilha sonora de Paul Buckmaster amplifica a tensão, criando uma atmosfera opressiva e hipnótica que combina perfeitamente com o roteiro engenhoso de David Peoples, o mesmo nome por trás de Blade Runner e Os Imperdoáveis. É um filme que respeita a inteligência do público e não entrega respostas de bandeja — cada peça se encaixa aos poucos, exigindo atenção do início ao fim.

Sucesso de crítica e bilheteria

Mesmo sem abrir mão do estilo peculiar de Gilliam, Os 12 Macacos foi um sucesso inesperado. Produzido com um orçamento de 29 milhões de dólares, arrecadou 168,8 milhões de dólares no mundo todo — um feito e tanto para uma ficção científica nada convencional. Foi também o filme de maior bilheteria da carreira do diretor.

O mais impressionante é que, mesmo três décadas depois, a força de Os 12 Macacos continua viva. Nenhum outro título posterior sobre viagem no tempo conseguiu superá-lo em ousadia e impacto narrativo. Em 2015, a história ganhou uma adaptação para TV que durou quatro temporadas e foi bem recebida pelo público.

Uma obra que desafia o tempo

Assistir a Os 12 Macacos hoje é redescobrir um clássico que não envelheceu. Ele continua relevante, provocador e visualmente marcante — um lembrete de que a boa ficção científica não depende de efeitos mirabolantes, e sim de ideias poderosas.

Se você ainda não viu ou quer revisitar, o filme está disponível para aluguel no Prime Video e na Apple TV. Vale (muito) a viagem.

[Fonte: Adorocinema]

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