Nos últimos meses, o Brasil tem se tornado uma nova fronteira para marcas chinesas de smartphones. Mais discretas que as líderes já consolidadas, elas chegam com estratégias variadas, produção local e promessas de inovação a preços competitivos. A movimentação sinaliza uma nova fase para o mercado brasileiro de telefonia móvel.
A nova onda de fabricantes

A chegada da Vivo Mobile – que não tem ligação com a operadora de telefonia – marca a entrada da terceira marca chinesa de celulares no Brasil em apenas um ano. Operando com o nome Jovi, ela será produzida pela empresa nacional GBR Componentes na Zona Franca de Manaus.
Líder de vendas na China e quarta colocada no ranking mundial, a Vivo Mobile faz parte do grupo BBK Electronics, o mesmo que controla as marcas Oppo e Realme. A Oppo, aliás, retornou ao mercado brasileiro em 2024 por meio da Multi (antiga Multilaser), enquanto a Realme atua desde 2020, com foco em importação, mas já estuda produção nacional.
Parcerias locais e planos de expansão
A estratégia de penetração dessas empresas se baseia na adaptação às exigências do mercado brasileiro. A Honor, por exemplo, estreou em janeiro de 2025 com uma operação baseada na importação e customização local, como embalagens e manuais em português. A distribuição é feita pela DL, que também trabalha com a Xiaomi.
Presente de forma ininterrupta no Brasil desde 2019, a Xiaomi figura entre as três marcas mais vendidas na América Latina. Já a Infinix, da Transsion, mantém operação desde 2021 com produção local em parceria com a Positivo.
Com diferentes modelos de atuação, essas marcas chinesas consolidam uma presença cada vez mais expressiva, diversificando as opções do consumidor e acirrando a concorrência com Apple e Samsung, líderes tradicionais do setor.
[Fonte: G1 – Globo]