Quase meio século após ser lançada ao mar, uma mensagem escrita por um jovem estudante norte-americano foi encontrada na costa de uma ilha remota nas Bahamas. O bilhete, escrito em 1976 como parte de uma atividade escolar, emocionou dois irmãos que o descobriram e levou à identificação de seu autor original após a história viralizar nas redes sociais.
O bilhete perdido no tempo

Peter R. Thompson, então com 14 anos e aluno da Pentucket Regional Junior High School, em Massachusetts (EUA), escreveu a mensagem como tarefa de uma aula de oceanografia. A carta indicava que seria lançada ao mar pela Guarda Costeira americana, como parte do projeto educacional.
Quase 50 anos depois, a garrafa foi encontrada por Evan e Clint Buffington, dois irmãos em uma caminhada pelas margens de uma ilha nas Bahamas. Clint, colecionador experiente de mensagens em garrafas, já encontrou mais de 100 exemplares em suas expedições pelo Caribe e América do Norte. Mas essa, segundo ele, foi especial.
A redescoberta do autor
Após a viralização do caso, os irmãos conseguiram identificar o autor da carta. Peter, hoje adulto, não se lembrava com precisão da atividade, mas reconheceu a escrita e recordou as boas memórias das aulas de oceanografia. “É incrível. Quase 50 anos depois, é realmente uma surpresa”, afirmou.
O bilhete resistiu ao tempo graças à forma segura como foi armazenado dentro da garrafa, demonstrando não apenas a durabilidade do material, mas também o encanto que esse tipo de achado ainda provoca.
O que a nota diz
Estou fazendo um curso de oceanografia. Por favor, envie isto de volta para o endereço abaixo e diga onde o encontrou, em que dia e hora, e como. Isto foi lançado por um navio da Guarda Costeira no mês de maio de 1976.
Para Clint Buffington, que considera a coleta de mensagens em garrafas quase uma missão pessoal, esse episódio foi particularmente emocionante. Segundo ele, a experiência ganha ainda mais valor quando é possível estabelecer contato com o remetente original.
Agora, os irmãos esperam encontrar pessoalmente Peter Thompson para devolver a carta que cruzou oceanos e décadas, transformando um exercício escolar em um verdadeiro reencontro com a própria história.
[Fonte: R7]