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Ciência

“Nostradamus americano” prevê guerra nuclear em 2028 que duraria 27 anos e faz alerta sobre a Terceira Guerra Mundial

Uma previsão apocalíptica envolve potências mundiais, armas nucleares e décadas de destruição. A interpretação de uma antiga profecia voltou a chamar atenção, mas levanta dúvidas importantes.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Uma guerra nuclear envolvendo grandes potências, o colapso econômico dos Estados Unidos e quase três décadas de conflitos. O cenário parece ter saído de um filme de ficção científica, mas ganhou repercussão após declarações de um escritor conhecido por interpretar profecias antigas. Ele aponta para uma possível catástrofe internacional antes de 2028. Apesar da gravidade da previsão, existe uma diferença fundamental entre o que ele afirma e aquilo que as evidências permitem concluir.

Quem é o homem conhecido como “Nostradamus americano”?

O responsável pela previsão é John Hogue, escritor americano que dedica grande parte de sua carreira ao estudo das profecias de Michel de Nostredame, conhecido como Nostradamus.

O astrólogo francês do século XVI tornou-se famoso por textos enigmáticos que, ao longo dos séculos, foram associados a guerras, desastres e acontecimentos históricos.

Hogue acredita que algumas dessas passagens poderiam antecipar conflitos contemporâneos.

Em declarações repercutidas pelo jornal britânico The Sun, o escritor apresentou um cenário envolvendo uma guerra nuclear que poderia começar antes de 2028 e se prolongar por 27 anos.

Sua interpretação recupera uma figura misteriosa mencionada nas profecias: Mabus.

Segundo Hogue, a morte dessa pessoa estaria relacionada ao início de um conflito devastador.

O escritor associa o nome a Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita, por meio de uma interpretação de suas iniciais.

Na hipótese apresentada, um eventual assassinato do dirigente poderia provocar uma escalada militar no Oriente Médio, atingindo instalações petrolíferas, gasodutos e outras infraestruturas energéticas.

Entretanto, essa associação não possui comprovação histórica ou científica.

Estados Unidos, Irã e Rússia aparecem no cenário descrito

A interpretação de Hogue também incorpora tensões geopolíticas atuais.

O escritor especula sobre a possibilidade de um ataque nuclear americano contra instalações subterrâneas iranianas.

Segundo sua hipótese, essa ação poderia provocar represálias contra embarcações militares dos Estados Unidos no mar da Arábia.

Outro cenário mencionado envolve uma eventual participação direta de países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na guerra da Ucrânia.

Hogue sugere que uma escalada desse tipo poderia desencadear ataques russos contra instalações militares europeias e ampliar o risco de confronto nuclear.

Ele também relaciona o possível esgotamento de armamentos convencionais à utilização de armas mais destrutivas.

Essas afirmações, repercutidas também pelo The Economic Times, representam cenários especulativos, não informações confirmadas sobre decisões militares.

Não existe evidência apresentada pelo escritor de que os governos envolvidos estejam planejando iniciar uma guerra mundial em 2028.

De onde surgiu a previsão de uma guerra de 27 anos?

Um dos detalhes que mais chamam atenção é a duração extraordinariamente específica do conflito.

Segundo Hogue, a referência aos 27 anos estaria presente em sua interpretação das quadras atribuídas a Nostradamus.

Entretanto, esse número não resulta de cálculos militares, projeções econômicas ou análises científicas.

Também não se trata de uma previsão completamente nova.

O escritor já discutia a figura de Mabus e a possibilidade de uma guerra prolongada em uma entrevista radiofônica realizada em julho de 2004.

Isso demonstra que sua interpretação foi sendo relacionada a diferentes acontecimentos internacionais ao longo dos anos.

A flexibilidade dessas associações é justamente uma das principais críticas feitas às supostas previsões de Nostradamus.

A ciência reconhece alguma validade nessas profecias?

Os escritos de Nostradamus utilizam linguagem simbólica, referências vagas e expressões abertas a diferentes interpretações.

Por isso, uma mesma passagem pode ser relacionada a acontecimentos muito distintos.

Conforme explica o portal científico Live Science, muitas profecias consideradas bem-sucedidas recebem interpretações específicas somente depois que os fatos acontecem.

Esse processo é conhecido como interpretação retrospectiva.

Em vez de antecipar um evento de maneira clara e verificável, o texto antigo acaba sendo adaptado a acontecimentos já conhecidos.

No caso de Hogue, não existe um método científico capaz de demonstrar que uma guerra nuclear começará em 2028 ou durará exatamente 27 anos.

Isso não significa que os riscos de conflitos internacionais sejam inexistentes.

A proliferação de armas nucleares e as tensões entre potências são preocupações reais, estudadas por especialistas em segurança internacional.

Entretanto, avaliar esses riscos exige informações verificáveis e análises fundamentadas.

A previsão do chamado “Nostradamus americano” mistura receios contemporâneos com o mistério de textos antigos.

Até o momento, não existe evidência científica de que uma Terceira Guerra Mundial nuclear esteja prevista para 2028.

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