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Ciência

Nova geração de roupas de mergulho promete reduzir ferimentos em ataques de tubarão

Pesquisadores australianos testaram materiais resistentes a mordidas com tubarões-brancos e tigres. O resultado? Menos risco de hemorragias graves e amputações em comparação ao neoprene tradicional.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Um estudo recém-publicado na revista Wildlife Research mostra que roupas de mergulho feitas com tecidos especiais — entre eles Aqua Armour, Shark Stop, ActionTX-S e Brewster — podem diminuir a gravidade dos ferimentos causados por tubarões-brancos e tubarões-tigre de até 3 metros.

Segundo Tom Clarke, da Flinders University, “os materiais reduziram os danos substanciais e críticos, que normalmente estariam associados a hemorragias severas e até perda de membros”. Ainda que mordidas profundas possam causar fraturas e lesões internas, os testes apontam que a perda de sangue e os cortes graves foram significativamente menores em comparação ao neoprene comum.

Por que isso importa

Tiburao Branco
© Flinders University – Vía Gizmodo US

Embora ataques de tubarões a humanos sejam raros, encontros estão se tornando mais frequentes com a expansão de comunidades costeiras e o aumento das atividades marítimas. Tubarões-brancos e tigres estão entre as espécies com maior taxa de ataques fatais.

As roupas tradicionais de malha de aço já ofereciam proteção, mas eram pesadas e rígidas demais para surfistas e mergulhadores. A novidade está em tecidos leves e flexíveis, como fibras usadas em cordas náuticas e polietileno de ultra-alto peso molecular — materiais que combinam conforto com resistência.

Salvando vidas no mar

Charlie Huveneers, líder do grupo Southern Shark Ecology da Flinders University, explica que os resultados podem orientar tanto profissionais que atuam em alto-mar quanto esportistas. “Essas roupas não eliminam todo o risco, mas reduzem o trauma de lacerações e perfurações, o que pode salvar vidas”, afirma.

Ou seja: se um tubarão morder sua perna, talvez você ainda quebre um osso, mas terá mais chances de manter o membro intacto. A ciência não consegue tirar completamente o risco da equação — mas está cada vez mais próxima de torná-lo menos fatal.

 

 

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