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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será submetido a uma cirurgia de catarata nesta sexta-feira

Entenda o que está por trás da cirurgia, quando ela é indicada e por que é considerada segura.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Quando o assunto é visão, pequenos problemas podem causar grandes impactos no dia a dia. Um procedimento oftalmológico bastante comum ganhou destaque após a confirmação de que o presidente da República passará por ele. Apesar da repercussão política, trata-se de uma intervenção rotineira, realizada milhares de vezes por ano no país, com alto índice de sucesso e recuperação rápida.

O procedimento que será realizado e por que ele é tão comum

Aos 80 anos, Lula passará pela segunda intervenção desse tipo — a primeira ocorreu em 2020, quando operou o olho direito. Desde o início do atual mandato, Lula já realizou outros procedimentos médicos, mas este, em particular, é considerado de baixa complexidade.

A cirurgia de catarata lidera o ranking de procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025. Isso se deve não apenas à alta incidência da doença, especialmente em pessoas mais velhas, mas também à eficácia e segurança da técnica cirúrgica atualmente utilizada.

Apesar da visibilidade do caso, especialistas ressaltam que se trata de uma intervenção rotineira, geralmente realizada de forma ambulatorial, com retorno rápido às atividades cotidianas.

O que é a catarata e como ela afeta a visão

A catarata ocorre quando o cristalino — a lente natural do olho responsável por focar a luz na retina — torna-se opaco. Esse processo faz com que a visão fique progressivamente embaçada, com perda de nitidez, dificuldade para enxergar contrastes e, em alguns casos, visão dupla.

A evolução costuma ser lenta, o que leva muitas pessoas a se adaptarem aos sintomas antes de buscar ajuda médica. No entanto, quando o problema começa a interferir em atividades simples, como ler, dirigir ou reconhecer rostos, a intervenção cirúrgica passa a ser indicada.

O tipo mais comum é a catarata senil, associada ao envelhecimento natural do olho. Ainda assim, existem outras formas da doença, que podem surgir em diferentes fases da vida.

Diferentes tipos e fatores de risco envolvidos

Além da catarata relacionada à idade, há a forma congênita, presente desde o nascimento, geralmente associada a infecções durante a gestação. Também existem as cataratas secundárias e traumáticas, que podem surgir em decorrência de doenças sistêmicas, uso prolongado de certos medicamentos, lesões oculares ou exposição à radiação.

Fatores como histórico familiar, diabetes, tabagismo e exposição excessiva à radiação ultravioleta aumentam o risco de desenvolver o problema. O diagnóstico costuma ser feito com base nos sintomas relatados pelo paciente e confirmado por exame oftalmológico.

É importante destacar que não existe tratamento clínico capaz de reverter a opacificação do cristalino. A cirurgia é, até hoje, a única forma eficaz de restaurar a visão comprometida pela catarata.

Como funciona a cirurgia de catarata na prática

A técnica mais utilizada atualmente é chamada de facoemulsificação. Nesse método, o cristalino opaco é fragmentado por meio de ultrassom e removido através de uma pequena incisão. Em seguida, o cirurgião implanta uma lente intraocular artificial, que assume a função da lente natural do olho.

O procedimento costuma ser rápido, realizado com anestesia local, e o paciente permanece acordado durante a cirurgia. No caso do presidente, o tipo específico de técnica não foi divulgado, mas a facoemulsificação é o padrão na maioria dos centros médicos.

Após a intervenção, o paciente geralmente recebe alta no mesmo dia e inicia um período curto de recuperação.

Recuperação rápida e retorno às atividades

A recuperação da cirurgia de catarata costuma ser tranquila. Em geral, o paciente pode retomar atividades leves em poucos dias, seguindo orientações médicas específicas, como o uso de colírios e a evitação de esforços físicos intensos no período inicial.

A visão tende a melhorar gradualmente ao longo da primeira semana, com estabilização nas semanas seguintes. Complicações são raras, especialmente quando o procedimento é realizado por equipes experientes.

Por isso, a cirurgia é considerada segura e eficaz, sendo indicada apenas quando os benefícios superam claramente os riscos — o que ocorre na maioria dos casos diagnosticados.

Um procedimento simples, com grande impacto na qualidade de vida

Embora seja tecnicamente simples, a cirurgia de catarata tem um impacto profundo na autonomia e na qualidade de vida dos pacientes. Restaurar a visão significa recuperar independência, segurança e bem-estar, especialmente em idades mais avançadas.

O caso do presidente apenas reforça uma realidade comum a milhões de brasileiros: cuidar da visão faz parte do envelhecimento saudável. E, nesse aspecto, a medicina oferece hoje uma solução consolidada, acessível e altamente eficaz.

[Fonte: Olhar digital]

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