Mesmo com os alertas sobre os riscos do consumo excessivo de açúcar, os refrigerantes seguem presentes nas mesas brasileiras. Entre eles, um produto nacional se destaca por um motivo pouco comemorado: a altíssima concentração de açúcar em sua fórmula. O sabor pode até ser marcante, mas o impacto no organismo também.
Um campeão em doçura — e em preocupação

O Guaraná Jesus, famoso pelo seu tom rosa e pelo vínculo cultural com o Maranhão, encabeça a lista dos refrigerantes mais açucarados do país. Segundo nutricionistas consultados pelo UOL, uma única lata de 350 ml da bebida contém 42 gramas de açúcar — quase o dobro do limite diário recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é de 25 gramas para um adulto saudável.
Para efeito de comparação, refrigerantes como Coca-Cola, Fanta Guaraná, Fanta Laranja e Sprite apresentam entre 35 e 37 gramas de açúcar por lata. Mesmo versões com sabores cítricos, que muitas vezes transmitem a ideia de serem “mais leves”, revelam altos índices de açúcar ao serem analisadas.
O excesso de açúcar não se limita ao sabor. Ele está disfarçado em fórmulas que muitas vezes passam despercebidas nas gôndolas, principalmente quando os consumidores não têm o hábito de conferir os rótulos.
Os riscos por trás do sabor adocicado
Ingerir refrigerantes com frequência pode trazer consequências sérias à saúde. O consumo excessivo de açúcar está relacionado ao aumento de peso, maior risco de diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer. Além disso, o açúcar contribui para a deterioração dos dentes e interfere negativamente na microbiota intestinal.
A recomendação dos especialistas é clara: o ideal é reduzir o consumo e buscar alternativas mais equilibradas. Trocar o refrigerante tradicional por bebidas como chá gelado sem açúcar, kombucha ou água com gás e frutas naturais pode ser um bom começo. Mesmo as versões zero ou diet devem ser consumidas com cautela, já que os adoçantes artificiais presentes em suas fórmulas também exigem atenção quando consumidos com frequência.
Em um país onde a cultura do refrigerante ainda é forte, a informação é o primeiro passo para escolhas mais conscientes — e para que o sabor não venha acompanhado de riscos silenciosos.
[Fonte: Tribuna de Minas]