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Tecnologia

O turismo espacial chinês vira realidade — e por apenas 10% do preço cobrado por SpaceX e Blue Origin

A China acaba de entrar oficialmente no mercado do turismo espacial com uma proposta agressiva: viagens suborbitais por cerca de 10% do valor cobrado por SpaceX e Blue Origin. Usando foguetes reutilizáveis, o país quer democratizar — ao menos para milionários — a experiência de cruzar a Linha de Kármán e sentir a microgravidade.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O setor de turismo espacial, dominado até agora por empresas americanas como SpaceX e Blue Origin, acaba de ganhar um concorrente de peso: a China. A gigante estatal CASC — principal contratista espacial do país — apresentará um pacote de viagens suborbitais com preços significativamente mais baixos que os praticados no mercado. A iniciativa marca a entrada chinesa em um dos últimos nichos de alta tecnologia onde ainda não exercia liderança.

China quer disputar o mercado do turismo espacial

China (3)
© iStock

A Corporación de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC), responsável pelo coração do programa espacial chinês, vai apresentar seu projeto de turismo espacial na Feira de Alta Tecnologia de Shenzhen. A proposta é clara: oferecer voos suborbitais semelhantes aos da Blue Origin e SpaceX, mas com custo radicalmente inferior.

O plano envolve o uso de foguetes e naves reutilizáveis, estratégia que já se mostrou eficaz nos EUA para reduzir custos operacionais. A experiência promete levar passageiros ao limite da atmosfera — como fez o aventureiro espanhol Jesús Calleja em sua viagem pela Blue Origin — mas por uma fração do preço.

Quanto vai custar viajar ao espaço pela China?

A CASC já divulgou um número inicial: 1 milhão de yuans por pessoa, o equivalente a cerca de US$ 140 mil (aprox. €120 mil). Trata-se de um preço excepcionalmente baixo quando comparado às empresas americanas, cujos voos ultrapassam 1 milhão de euros por passageiro.

Para ilustrar:

  • Blue Origin: cerca de US$ 1,25 milhão pela experiência de 11 minutos no espaço (valor estimado pago por Calleja).

  • SpaceX: viagens suborbitais ultrapassam esse montante; já missões em órbita baixa custam US$ 55 milhões por pessoa.

Ou seja, a oferta chinesa representa cerca de 10% do valor cobrados por seus concorrentes — e pode redefinir o setor, atraindo clientes que até agora viam o turismo espacial como inacessível.

Como será a experiência a bordo?

Segundo a CASC, os passageiros serão lançados até cerca de 100 km de altitude, cruzando a Linha de Kármán, fronteira internacional que separa a atmosfera terrestre do espaço. Durante o trajeto, poderão:

A viagem será suborbital, assim como as oferecidas pela Blue Origin — curtas, intensas e voltadas à experiência sensorial.

Concorrência privada dentro da própria China

Além da CASC, empresas privadas chinesas também querem disputar esse mercado emergente.

🔹 Deep Blue Aerospace

  • Ingressos já à venda.

  • Preço: cerca de 1,5 milhão de yuans (aprox. €182 mil).

  • Primeiro voo de turismo espacial previsto para 2027.

🔹 Space Circles

  • Planeja oferecer viagens exclusivas para milionários.

  • Ainda não definiu preços nem cronograma.

O avanço dessas empresas privadas sugere que a China quer acelerar sua presença no setor, diversificando modelos e ampliando a competição.

Uma “revolução” anunciada no setor

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© X/Blue Origin

Com preços agressivos, tecnologia própria e ambições crescentes, a China promete “revolucionar” o turismo espacial — ainda restrito a poucos bilionários, mas que começa a baixar de preço à medida que novos atores entram na disputa.

A estratégia também tem valor simbólico: consolidar o país como potência capaz de competir diretamente com SpaceX e Blue Origin, dois ícones da indústria aeroespacial americana.

Se confirmados os detalhes e a viabilidade dos voos, o turismo espacial pode estar prestes a se tornar menos exclusivo — e a corrida pelo espaço, mais global do que nunca.

 

[ Fonte: El Economista ]

 

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