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Ciência

Pão francês ou cerveja? Nutricionista revela a verdade por trás dos alimentos que sabotam sua dieta

Uma simples latinha de cerveja pode ter o mesmo efeito no corpo que um pão francês. Mas esse é apenas um dos equívocos mais comuns sobre alimentação. A nutricionista Danielle Fontes esclarece mitos e mostra como o equilíbrio — e não a restrição — é o verdadeiro segredo para comer bem.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Muita gente tenta seguir uma alimentação saudável, mas tropeça em detalhes que parecem inofensivos. Seja ao evitar carboidratos à noite, temer o ovo ou cortar o abacate, erros sutis podem minar os resultados. Com base em explicações da nutricionista Danielle Fontes no programa Bem-Estar, reunimos as principais orientações para ajustar a dieta com inteligência — sem precisar abrir mão dos seus alimentos favoritos.

 

Pão francês e cerveja: uma troca calórica inesperada

Ceveja
© BENCE BOROS – Unsplash

Você já ouviu alguém dizer que cerveja é “pão líquido”? Pois saiba que a comparação faz todo sentido. Uma latinha de cerveja tem, em média, o mesmo impacto calórico e metabólico que um pão francês.

Ou seja, ao tomar quatro cervejas em um churrasco, você pode considerar que ingeriu o equivalente a quatro pãezinhos. E, como explica a nutricionista, o problema não é só a bebida, mas o que costuma vir junto: petiscos, frituras e outros excessos que aumentam ainda mais o consumo calórico.

Além disso, a cerveja junta dois fatores complicados para quem quer perder peso: álcool (rico em calorias) e carboidratos simples, que são rapidamente convertidos em gordura pelo corpo quando não há gasto energético suficiente.

 

Água na refeição engorda? Mito!

Outro mito comum é o de que beber água durante a refeição engorda. A resposta é clara: não, não engorda. Segundo Danielle Fontes, o líquido não interfere no acúmulo de gordura, mas pode afetar, em alguns casos, o processo digestivo.

A preocupação com a diluição das enzimas digestivas existe, mas isso não é suficiente para transformar a água em vilã. Portanto, se você sente sede durante a refeição, pode beber sem culpa.

 

Carboidrato à noite: pode ou não pode?

A famosa dúvida sobre comer arroz e feijão no jantar ainda causa confusão. A nutricionista é categórica: o horário em que se consome o carboidrato não é o fator decisivo para o ganho de peso.

O que realmente importa é o balanço calórico do dia. Se você ingere mais calorias do que gasta, vai acumular gordura — e isso pode acontecer no café da manhã, no almoço ou à noite. O segredo está em manter o equilíbrio diário, e não demonizar um prato tradicional e nutritivo.

Ovo: de vilão a mocinho da dieta

Por muitos anos, o ovo — especialmente a gema — foi acusado de aumentar o colesterol e prejudicar a saúde. Mas os estudos mais recentes mostraram o contrário: consumir de dois a três ovos por dia, dentro de uma alimentação balanceada, é seguro para a maioria das pessoas.

Além de ser uma excelente fonte de proteínas, o ovo oferece saciedade e versatilidade na cozinha. É um aliado da nutrição, e não um inimigo.

 

Abacate: calórico, sim — mas saudável

Aguacate
© Gil Ndjouwou – Unsplash

Outro alimento envolto em polêmicas é o abacate. Embora seja calórico, ele não engorda se consumido com moderação. Pelo contrário: é rico em gorduras boas, vitaminas e minerais.

O melhor? É super versátil. Pode ser usado em saladas, cremes, vitaminas, sobremesas e no tradicional guacamole. Um ótimo exemplo de como a qualidade do alimento é tão importante quanto a quantidade.

 

O verdadeiro segredo: equilíbrio

No final das contas, a mensagem da especialista é simples: não é preciso cortar tudo da sua vida, mas sim entender o valor e o impacto de cada escolha. Saber que uma cerveja equivale a um pão francês pode ajudar você a ajustar sua alimentação com mais consciência — sem culpa, sem extremismos.

 

[ Fonte: G1.Globo ]

 

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