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Tecnologia

Perigo à espreita: o que pais precisam saber sobre desafios virais que ameaçam a vida de seus filhos

Casos trágicos envolvendo crianças em desafios de redes sociais levantam um alerta urgente. Felizmente, há formas eficazes de proteger os pequenos — basta conhecer e ativar os recursos certos no celular e nas plataformas online. Veja como agir antes que seja tarde.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O caso recente de uma menina de 8 anos que morreu após inalar desodorante em um desafio de rede social reacendeu o alerta sobre os riscos da internet para crianças e adolescentes. Apesar das promessas de segurança, os sistemas ainda permitem que menores acessem conteúdos perigosos. A boa notícia? É possível, sim, limitar o acesso e acompanhar de perto a atividade online dos filhos.

O perigo dos desafios virais

A morte de Sarah Raissa Pereira de Castro, de apenas 8 anos, ocorreu dias após ela ser encontrada desacordada ao lado de um celular e um frasco de desodorante. O caso é semelhante ao de Brenda Sophia Melo de Santana, de 11 anos, que faleceu em março após participar de um desafio similar.

Esses episódios mostram que, mesmo com restrições de idade, crianças conseguem acessar redes sociais e se envolver em trends perigosas. A supervisão ativa dos pais e responsáveis torna-se, portanto, indispensável.

O que as redes sociais oferecem de proteção

Embora muitas plataformas exijam idade mínima de 13 anos, é comum que crianças criem contas sem verificação. Felizmente, tanto o Instagram quanto o TikTok oferecem recursos que permitem aos pais monitorar e limitar o uso.

Como ativar a supervisão no Instagram

O caso recente de uma menina de 8 anos que morreu após inalar desodorante em um desafio de rede social reacendeu o alerta sobre os riscos da internet para crianças e adolescentes.
© Reprodução Instagram

O Instagram oferece a “Central da Família”, um espaço para configurar limites de uso e acompanhar quem a criança segue ou é seguida. Para ativar:

  • Acesse seu perfil e vá ao menu (☰).

  • Selecione “Central da Família” e clique em “Começar”.

  • Envie um convite de supervisão para o perfil da criança.

Como ativar a Sincronização Familiar no TikTok

O caso recente de uma menina de 8 anos que morreu após inalar desodorante em um desafio de rede social reacendeu o alerta sobre os riscos da internet para crianças e adolescentes.
© Reprodução TikTok

O TikTok disponibiliza a “Sincronização Familiar”, que permite definir tempo de uso e bloquear conteúdo com palavras-chave. Veja como:

  • Vá até “Perfil” > menu (☰) > “Configurações e privacidade”.

  • Selecione “Sincronização Familiar” e siga as instruções para vincular os celulares do pai e da criança.

  • Configure os controles diretamente a partir do celular do responsável.

Usando recursos nativos dos celulares

Além das redes sociais, os sistemas Android e iOS oferecem ferramentas nativas de controle parental.

Controles no Android com o Family Link

O caso recente de uma menina de 8 anos que morreu após inalar desodorante em um desafio de rede social reacendeu o alerta sobre os riscos da internet para crianças e adolescentes.
© Reprodução Android

O Google disponibiliza o app Family Link, que permite acompanhar o uso do aparelho Android da criança. Para ativar:

  • Vá até “Configurações” > “Bem-estar digital e controles parentais”.

  • Toque em “Controles parentais” e selecione a conta da criança.

  • Siga o passo a passo para conectar e supervisionar via conta Google do responsável.

Controles no iPhone e iPad

Redes Iphone
© Reprodução iPhone

No sistema da Apple, é possível restringir conteúdos, definir horários de uso e controlar downloads. Veja como ativar:

  • Acesse “Ajustes” > “Tempo de uso” no dispositivo da criança.

  • Vá em “Conteúdo e privacidade” e personalize o acesso a sites, mídias e apps.

  • Se o responsável também tiver um iPhone/iPad, pode criar um perfil familiar e controlar tudo remotamente.

A importância da supervisão constante

Desafios como o do desodorante, da camisinha ou da cola não são apenas “brincadeiras”. Eles colocam a vida das crianças em risco. Por isso, além da tecnologia, é essencial manter o diálogo em casa. Explicar os perigos, ensinar o uso consciente da internet e construir confiança são atitudes que salvam vidas.

 

Proteger não é vigiar, é cuidar com atenção e presença. Saber o que seu filho acessa é o primeiro passo para evitar que ele caia em armadilhas digitais disfarçadas de diversão.

 

Fonte: G1.Globo

 

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