A contagem regressiva começou. O futuro do TikTok nos Estados Unidos será decidido até o sábado, 5 de abril de 2025. A plataforma precisa se desvincular da empresa chinesa ByteDance ou enfrentará um veto definitivo no país. Nesse cenário tenso, diversas figuras e empresas surgem como possíveis compradores, incluindo desde magnatas da tecnologia até gigantes do varejo e investidores arrojados. Entenda o que está em jogo — e quem está disposto a jogar.
Amazon entra no páreo com uma proposta de última hora
De acordo com o The New York Times, a Amazon teria enviado uma proposta formal para adquirir o TikTok. A oferta foi comunicada em uma carta ao senador J.D. Vance e ao secretário de Comércio, Howard Lutnick. Apesar dos rumores, nenhuma das partes envolvidas confirmou publicamente a negociação.
A gigante do varejo já possui laços com o TikTok. A rede social, que conta com cerca de 170 milhões de usuários norte-americanos, tornou-se um canal poderoso de vendas, com influenciadores promovendo produtos e redirecionando seguidores para a Amazon, onde recebem comissões pelas compras. Além disso, a infraestrutura tecnológica da Amazon já serve de base para algumas operações da plataforma.
Criador do OnlyFans quer fazer história novamente
Tim Stokely, fundador do OnlyFans, também está interessado em adquirir o TikTok. Por meio de sua startup Zoop, ele teria se unido a uma fundação ligada ao universo das criptomoedas para apresentar uma proposta de compra de última hora, segundo informações da revista Forbes.
A movimentação de Stokely mostra que o interesse na rede social vai além das big techs. O criador de uma das plataformas mais disruptivas da última década pode estar prestes a tentar repetir o feito com um novo império digital.
Investidores e fundos de capital entram em cena
A disputa pelo TikTok também atraiu a atenção de grandes fundos de capital privado e empresas de investimento. A Blackstone, por exemplo, estaria avaliando juntar forças com acionistas não chineses da ByteDance — como Susquehanna International Group e General Atlantic — para formar uma coalizão e lançar uma oferta competitiva.
Outro nome forte é a Andreessen Horowitz, firma de capital de risco dos EUA, que busca financiamento externo para comprar a parte dos investidores chineses na ByteDance. Segundo o Financial Times, a proposta estaria sendo coordenada com a Oracle e outros interessados norte-americanos para garantir que a rede social continue operando no país sob controle local.
MrBeast: o influenciador bilionário que quer salvar o TikTok
Em meio ao impasse, até mesmo celebridades digitais demonstraram interesse na compra da plataforma. Jimmy Donaldson, mais conhecido como MrBeast, declarou publicamente sua intenção de adquirir o TikTok. Em janeiro de 2025, ele compartilhou que havia se reunido com advogados e outros milionários para discutir uma proposta concreta.
“Temos uma oferta pronta. Os EUA merecem o TikTok”, disse ele em um vídeo, apelando diretamente à plataforma para deixá-lo “salvá-la”. A proposta ganhou apoio massivo de seus seguidores, com alguns até fazendo doações para tornar a compra possível.
Elon Musk desmente interesse, mas provoca reflexões
Outro nome envolvido nos rumores foi Elon Musk. Durante o mesmo período, a Bloomberg chegou a publicar que ele estaria interessado na aquisição do TikTok. No entanto, a própria plataforma rapidamente desmentiu essa informação.
Posteriormente, o empresário esclareceu que não pretendia comprar a rede social. “Não tenho planos para o que faria com o TikTok se o tivesse”, afirmou Musk em uma entrevista à Cúpula Econômica do jornal alemão Welt. Ele ainda comentou que seu foco seria entender e possivelmente reformular o algoritmo, caso algum dia tivesse acesso à plataforma — mas deixou claro que não a utiliza pessoalmente.
O futuro de uma plataforma que molda gerações
Com tantas propostas na mesa e o tempo se esgotando, o destino do TikTok nos EUA permanece incerto. Seja nas mãos de uma big tech, de um bilionário criador de conteúdo, ou de um fundo de investimento ambicioso, o futuro da rede social será decidido muito em breve. A única certeza é que o desfecho terá impacto direto em milhões de usuários e no ecossistema digital global.
Fonte: Infobae