Quando a Lua se aproxima mais da Terra durante sua órbita e coincide com a fase cheia, o resultado é um dos eventos astronômicos mais aguardados do ano: a superlua. Nesta quarta-feira (5), o fenômeno poderá ser observado em todo o Brasil, sem necessidade de equipamentos, desde que o céu esteja limpo. Chamado popularmente de “superlua do Castor”, este será o momento em que o satélite aparecerá maior e com brilho intensificado, permanecendo visível por três noites.
O que é a superlua e por que ela parece maior

A superlua ocorre quando a Lua cheia coincide com o perigeu, o ponto mais próximo da órbita lunar em relação à Terra. Nessa posição, a distância entre os dois corpos é inferior a aproximadamente 360 mil quilômetros, o que faz com que a Lua pareça cerca de 14% maior e até 30% mais brilhante do que em uma Lua cheia comum.
O termo “superlua” não é um conceito formal na astronomia científica, mas ficou amplamente popular devido ao impacto visual evidente. Astrônomos costumam preferir denominações mais técnicas, mas reconhecem que a expressão ajuda o público a compreender o fenômeno de forma prática.
Segundo a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, a superlua só recebe esse nome quando ocorre na fase cheia, embora a Lua passe pelo perigeu em todas as suas fases durante o mês. “A definição se popularizou porque reforça o efeito visual, que é realmente perceptível”, explica.
Quando e como observar a superlua no Brasil
A melhor maneira de apreciar o fenômeno é observar o nascer da Lua, que ocorre logo após o pôr do Sol. Nesse momento, o contraste com o horizonte costuma intensificar a sensação de tamanho, criando um efeito ainda mais impressionante.
Os horários aproximados de nascimento da Lua em algumas capitais são:
- São Paulo: cerca de 18h45
- Belém: por volta de 18h14
- Recife: aproximadamente às 17h28
Esses horários podem sofrer pequenas variações conforme a região e o fuso horário local. Para quem deseja acompanhar, basta escolher um local com boa visibilidade do horizonte — praias, mirantes, parques e áreas abertas costumam ser excelentes opções.
Não há necessidade de telescópios ou binóculos. No entanto, quem utilizar lentes de longa distância ou câmeras com zoom poderá perceber detalhes mais definidos da superfície lunar, como mares, crateras e regiões de maior contraste.
Condições do céu influenciam a observação
A superlua poderá ser vista ao longo de três noites consecutivas, desde que as condições meteorológicas colaborem. Céu limpo ou com baixa nebulosidade é o cenário ideal. Em noites nubladas ou chuvosas, a observação pode ser impossibilitada.
Fotógrafos e entusiastas costumam aproveitar o momento para registrar o satélite junto a elementos urbanos ou naturais, como prédios, montanhas e linhas de costa, criando imagens marcantes.
Próxima superlua do ano
Para quem não conseguir observar o fenômeno desta vez, haverá outra oportunidade em breve: a terceira e última superlua de 2025 está prevista para 4 de dezembro.
Até lá, a superlua do Castor promete ser um dos principais espetáculos astronômicos visíveis do ano — um lembrete de como mesmo fenômenos cotidianos do céu podem surpreender quando acontecem no momento certo.
[ Fonte: CNN Brasil ]