Com as últimas atualizações da Apple e do Google, as fronteiras entre tablets e computadores tradicionais estão mais tênues do que nunca. O iPadOS 26 e o Android 16 colocam nas mãos dos usuários recursos avançados de multitarefa, com janelas redimensionáveis, desktops virtuais e integração com telas externas. Neste artigo, explicamos o que muda na prática, quais dispositivos são compatíveis e por que essa nova fase pode transformar sua forma de usar um tablet.
iPadOS 26: o iPad mais perto de um Mac
A Apple deu um passo decisivo com o iPadOS 26 ao introduzir oficialmente as janelas flutuantes no iPad. Agora, quem possui modelos compatíveis (todos desde o iPadOS 18, exceto o iPad de 7ª geração) pode abrir vários aplicativos ao mesmo tempo, redimensioná-los e organizá-los livremente na tela — exatamente como se estivesse usando um Mac.
Cada app aparece como uma janela clássica, com botões de minimizar, fechar e maximizar. É possível organizá-los em mosaicos predefinidos ou em layouts personalizados. Ao reabrir os apps, eles mantêm tamanho e posição. A função Exposé também está de volta, permitindo visualizar todas as janelas abertas em uma única tela.
Outro destaque importante: o iPad agora permite o uso de uma janela na tela principal e outra em um monitor externo. O cursor do mouse também foi aprimorado, oferecendo uma experiência de navegação muito mais precisa, semelhante à de um sistema operacional de desktop.
Android 16: multitarefa de verdade em qualquer tablet
O Google também não ficou para trás. Com o Android 16, o suporte a janelas múltiplas se torna nativo no sistema — deixando de ser um recurso exclusivo de fabricantes como Samsung ou Motorola. Agora, qualquer tablet (ou celular compatível) poderá usar apps em janelas móveis, com redimensionamento, menus contextuais, e até múltiplas áreas de trabalho.
Ao conectar o dispositivo a um monitor externo, o Android 16 oferece uma interface independente, com barra de tarefas própria e possibilidade de fixar aplicativos para acesso rápido. É possível arrastar janelas entre a tela principal e a externa, criar dois ambientes distintos e até abrir várias instâncias de um mesmo app — como diferentes janelas de um navegador.
Essa experiência, inspirada em sistemas como Samsung DeX ou Motorola Ready For, transforma tablets em estações de trabalho completas, sem precisar recorrer a um notebook.
Quais dispositivos vão receber
A lista de aparelhos compatíveis é extensa. Segundo o Google, mais de 60 modelos da Samsung e Xiaomi devem receber o Android 16, além de dispositivos da Motorola e outras marcas. A disponibilidade vai variar conforme o fabricante, mas o movimento é claro: os tablets Android estão se aproximando cada vez mais da experiência oferecida por computadores com Windows.
No caso da Apple, o iPad continua sendo líder no mercado de tablets, com 38% de participação em 2024. O novo sistema reforça essa posição ao oferecer mais potência e flexibilidade para quem busca um dispositivo portátil sem abrir mão da produtividade.
O começo do fim para os notebooks?
Com esses avanços, trabalhar ou estudar com um tablet se torna muito mais viável. Quando combinado com teclado, mouse e monitor, o dispositivo assume uma nova identidade: portátil como sempre, mas agora funcional como um computador tradicional.
As janelas chegaram para ficar. Mais do que uma mudança estética, essa nova forma de usar tablets representa uma virada de chave na computação móvel. E para muitos usuários, pode ser o sinal de que o notebook tradicional já não é mais tão indispensável assim.