O Contender foi marcado em janeiro deste ano pela equipe da OCEARCH, organização sem fins lucrativos que realiza expedições e rastreamento de grandes espécies marinhas. O animal recebeu uma SPOT tag, um transmissor que envia dados de localização toda vez que sua barbatana dorsal emerge na superfície.
O tubarão foi identificado a cerca de 72 km da costa entre a Flórida e a Geórgia (EUA). Na época, pesava 750 kg e media 4,2 metros — mas os cientistas acreditam que ele ainda está crescendo. Segundo a equipe, o Contender pode chegar a mais de seis metros e ultrapassar duas toneladas, o que o colocaria entre os maiores exemplares já vistos no Atlântico.
Um predador essencial para o equilíbrio dos oceanos

O tubarão-branco é o topo da cadeia alimentar marinha. Vive em praticamente todos os oceanos temperados e subtropicais, do Atlântico ao Índico, e pode viver até 70 anos. Sua dieta é variada: vai de peixes e lulas até focas, leões-marinhos e até carcaças de baleias.
Durante o verão e o outono, o Contender migra para o norte, onde se alimenta de focas e acumula energia para o retorno durante o inverno. Segundo Chris Fischer, fundador da OCEARCH, a presença de tubarões nas colônias de focas faz com que elas cacem menos peixes — o que, por incrível que pareça, ajuda a proteger os estoques pesqueiros da região.
Seguindo as pistas do mistério
Os cientistas esperam que o monitoramento do Contender ajude a desvendar um dos grandes mistérios da biologia marinha: onde e como ocorre o acasalamento dos tubarões-brancos. Até hoje, ninguém sabe ao certo onde esses gigantes nascem.
Ao longo de 73 dias, o Contender viajou cerca de 1.400 km — de Cape Cod, em Massachusetts, até o Golfo de São Lourenço, no Canadá —, uma média de 19 km por dia. Uma jornada impressionante que mostra não apenas o poder desse predador, mas também sua importância para a saúde dos oceanos.
[Fonte: Revista Forum]