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Ciência

Um ciclone extratropical de grande escala se forma e avança, trazendo ventos que podem ultrapassar os 140 km/h

Cidades costeiras, serranas e metropolitanas estão na linha de maior risco. Entenda quais locais serão mais afetados e o que esperar nas próximas horas.
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O início da semana será marcado por um fenômeno climático intenso que deve alterar a rotina de milhares de brasileiros. A formação de um ciclone extratropical poderá provocar rajadas de vento muito fortes, principalmente no Sul e Sudeste do país. A seguir, saiba como esse sistema se forma, quais cidades devem estar mais atentas e quais os possíveis impactos.

O avanço do ciclone e as regiões mais vulneráveis

Um ciclone extratropical de grande escala se forma e avança, trazendo ventos que podem ultrapassar os 140 km/h
© Pexels

Segundo a MetSul Meteorologia, o ciclone extratropical começa a se formar a partir de uma baixa pressão no Rio Grande do Sul e ganha força ao se deslocar para o oceano. Esse processo, conhecido como ciclogênese, gera ventos que já começaram a se intensificar no domingo e continuarão ganhando força durante a segunda-feira.

O Sul e Leste do Rio Grande do Sul devem ser os primeiros a sentir os efeitos mais fortes. A previsão aponta ventos entre 60 km/h e 80 km/h, podendo passar dos 100 km/h em áreas costeiras e na Lagoa dos Patos. Em Porto Alegre, rajadas devem variar de 80 km/h a até 100 km/h em regiões mais ao sul da cidade. Municípios como Rio Grande, Pelotas, Canguçu, Chuí, Torres, Tramandaí e Xangri-lá estão entre os que mais preocupam os meteorologistas.

Em Santa Catarina, o Litoral Sul, o Planalto Sul e áreas próximas da Serra podem registrar ventos de 90 km/h a 110 km/h, com picos de até 140 km/h em regiões de montanha. Cidades como Florianópolis, São José, Palhoça, Laguna, Criciúma, Urubici e Rancho Queimado estão entre as mais vulneráveis ao avanço da tempestade.

Riscos se expandem até São Paulo e região metropolitana

O campo de ventos não se restringe ao Sul do país. O ciclone afetará também áreas do Sudeste, especialmente o estado de São Paulo. Rajadas intensas devem atingir a Serra do Mar, o litoral paulista e também a capital e cidades da Grande São Paulo.

Entre os municípios que podem ser impactados estão São Paulo, Guarulhos, Santo André, São Bernardo do Campo, Mogi das Cruzes, Cotia, Taboão da Serra, Osasco e Mauá. As rajadas podem atingir entre 70 km/h e 100 km/h, com risco de velocidades ainda maiores em áreas localizadas, especialmente nas regiões serranas e costeiras.

Além do risco físico causado pelos ventos, há uma preocupação com os impactos estruturais. O ciclone pode provocar destelhamentos, queda de árvores, postes e muros. Empresas responsáveis pelo fornecimento de energia elétrica, como a CEEE Equatorial no Rio Grande do Sul, a Celesc em Santa Catarina e concessionárias em São Paulo, já se preparam para possíveis quedas de energia em larga escala.

Diante da intensidade prevista, autoridades recomendam atenção redobrada à população das áreas afetadas, que deve evitar deslocamentos desnecessários e reforçar estruturas frágeis. A atuação desse sistema meteorológico reforça a importância do monitoramento constante e da preparação para eventos climáticos extremos que têm se tornado cada vez mais frequentes.

[Fonte: Metsul]

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