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Ciência

Uma surpreendente descoberta no caminho para Júpiter

A espaçonave Lucy, da NASA, está prestes a fazer uma aproximação histórica de um asteroide antes de continuar sua jornada rumo aos asteroides troianos. As imagens mais recentes mostram um vislumbre dessa rocha espacial, revelando detalhes intrigantes. Mas por que esse asteroide é tão importante e o que a missão Lucy ainda nos reserva? Descubra a seguir.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A nave espacial Lucy, lançada pela NASA em 2021, tem como missão principal explorar os asteroides troianos de Júpiter. Mas antes de atingir esse objetivo, a sonda passará próxima a um asteroide do cinturão principal chamado Donaldjohanson. Esse encontro, previsto para abril de 2025, oferecerá uma oportunidade valiosa para estudar um fragmento do passado do nosso Sistema Solar.

Lucy capta imagens do asteroide Donaldjohanson

Recentemente, a espaçonave Lucy capturou suas primeiras imagens do asteroide Donaldjohanson. Apesar de aparecer apenas como um pequeno ponto brilhante, essa observação é fundamental para a nave acertar sua rota para um sobrevoo mais próximo. As imagens foram feitas pelo instrumento de reconhecimento de longo alcance L’LORRI, que ajudou a identificar a posição e trajetória do asteroide.

Donaldjohanson é um asteroide relativamente pequeno, com cerca de 4 km de diâmetro. Seu nome homenageia o antropólogo Donald Johanson, que descobriu o fóssil da famosa hominídea Lucy em 1974. A espaçonave que leva esse nome irá passar a apenas 960 km do asteroide no dia 20 de abril de 2025, proporcionando imagens mais detalhadas.

Aproveitando a gravidade para ganhar velocidade

Desde seu lançamento, Lucy tem utilizado manobras gravitacionais para ganhar impulso. Em outubro de 2021, a nave fez sua primeira observação de um asteroide, Dinkinesh, e seu pequeno satélite. Mais recentemente, realizou um sobrevoo pela Terra para aproveitar a gravidade do nosso planeta e acelerar sua jornada. Essa manobra aumentou sua velocidade em mais de 25.750 km/h em relação ao Sol.

Embora Donaldjohanson não seja o objetivo principal da missão, ele tem grande relevância científica. Acredita-se que esse asteroide seja um fragmento da família Erigone, formada após uma colisão massiva há aproximadamente 130 milhões de anos. Estudar essa rocha espacial pode fornecer pistas sobre o passado do Sistema Solar e os processos que moldaram os asteroides que orbitam entre Marte e Júpiter.

O próximo destino: os asteroides troianos

Depois de concluir sua passagem por Donaldjohanson, Lucy seguirá para seu primeiro grande alvo entre os asteroides troianos: Eurybates. Esse asteroide, que mede cerca de 64 km de diâmetro, será analisado junto com seu pequeno satélite, Queta. A aproximação está programada para 12 de agosto de 2027 e será crucial para os cientistas entenderem melhor como esses corpos celestes se formaram e evoluíram ao longo de bilhões de anos.

Nos anos seguintes, Lucy continuará explorando outros asteroides troianos, coletando dados valiosos sobre a composição e a dinâmica desses objetos. Em 2033, a espaçonave passará pelos asteroides gêmeos Patroclus e Menoetius, concluindo assim sua missão principal. Depois disso, Lucy permanecerá em uma órbita estável, permitindo possíveis extensões da missão para estudar novos asteroides.

Uma missão revolucionária

Lucy está abrindo caminho para uma nova era na exploração do Sistema Solar. Sua capacidade de estudar diversos asteroides em uma única missão oferece uma oportunidade única para entender melhor a história do nosso cósmico quintal. Com cada novo encontro, Lucy promete revelar segredos que vão muito além dos asteroides troianos e fornecer insights valiosos sobre a origem dos planetas e das luas do nosso Sistema Solar.

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