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Visto para os EUA pode ficar mais caro — mas há um detalhe que muda tudo

Se você está planejando uma viagem para os Estados Unidos, já deve ter ouvido falar da taxa extra de US$ 250 que poderia inflacionar o valor do visto. Mas o cenário mudou: a cobrança não tem data para começar e pode até nunca sair do papel.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A indefinição em torno da taxa adicional para vistos nos EUA reacendeu o debate sobre turismo, política e economia. O que parecia certo para outubro agora está suspenso, e especialistas apontam que a medida pode impactar não apenas quem sonha em viajar, mas também a própria indústria de viagens americana.

O que é a nova taxa e de onde ela surgiu

Visa Eua
© alisa.strj

O chamado Visa Integrity Fee foi incluído no pacote fiscal do presidente Donald Trump, aprovado em julho pelo Congresso dos Estados Unidos. A ideia inicial era simples: acrescentar US$ 250 ao custo do visto, elevando o preço de US$ 185 para US$ 435 — algo em torno de R$ 2.307 na cotação atual.

A taxa aparecia como parte de um projeto maior, batizado de One Big Beautiful Bill, e teria início em 1º de outubro. Mas, apesar da aprovação, a legislação não especificava uma data obrigatória para o início da cobrança.

Pressão do setor de turismo

A U.S. Travel Association, entidade que representa a indústria de viagens e turismo americana, entrou em campo para barrar a novidade. Em comunicado oficial, a associação pediu ao Congresso e ao governo Trump que adiem indefinidamente a medida.

O argumento é claro: taxas mais altas podem afastar turistas, reduzir o fluxo de visitantes e, consequentemente, prejudicar hotéis, restaurantes, companhias aéreas e todo o ecossistema ligado ao turismo.

Além do adiamento, a entidade pressiona para que o Congresso aprove uma nova lei que elimine de vez a cobrança ou ao menos limite os casos em que ela se aplicaria.

Como funcionaria a cobrança

Se fosse implementada, a nova taxa seria paga junto com a emissão do visto e teria um detalhe polêmico: o reembolso parcial poderia ser solicitado, mas apenas por quem cumprisse regras rigorosas até o fim da validade do documento.

Isso incluiria, por exemplo, sair do país dentro do prazo permitido e não assumir empregos sem autorização. O problema é que, até agora, o governo não apresentou um procedimento claro para pedir o reembolso, gerando ainda mais incerteza.

O que continua valendo nas regras de visto

Enquanto a taxa extra está em suspenso, outras mudanças recentes no processo de solicitação de vistos permanecem ativas. Entre elas, a exigência de entrevistas presenciais em mais situações e a obrigação de fornecer informações sobre perfis de redes sociais em determinados pedidos.

Essas medidas já foram alvo de críticas, mas seguem em vigor e afetam diretamente quem pretende viajar para os Estados Unidos nos próximos meses.

Impacto para brasileiros e para os EUA

Visado Brasil China
© X/@eixopolitico

Para o turista brasileiro, a indefinição pode ser vista como um alívio temporário. Afinal, pagar mais de R$ 2.300 para tirar o visto seria um peso significativo para muitas famílias.

Por outro lado, especialistas lembram que os Estados Unidos também têm muito a perder. O Brasil figura entre os principais mercados emissores de turistas para o país, e qualquer barreira financeira pode reduzir drasticamente esse fluxo, comprometendo parte da economia americana ligada ao turismo.

O futuro da taxa

O destino do Visa Integrity Fee segue indefinido. Sem uma data de início fixada e com pressão crescente da indústria, a cobrança pode acabar adiada por tempo indeterminado — ou até mesmo cancelada.

Enquanto isso, quem planeja visitar os EUA deve ficar atento: o preço atual de US$ 185 (cerca de R$ 981) continua valendo, mas mudanças podem ser anunciadas a qualquer momento.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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