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Aparecida quer cobrar taxa de turistas após Campos do Jordão

Viajar para cidades turísticas em São Paulo pode ficar mais caro. Depois de Campos do Jordão aprovar a Taxa de Preservação Ambiental, agora é a vez de Aparecida propor a Taxa de Turismo Sustentável. A medida promete polêmica: de um lado, a necessidade de bancar a infraestrutura diante do fluxo massivo de visitantes; de outro, a crítica de que a conta está sendo repassada ao turista.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O projeto da prefeitura já está na Câmara Municipal. A ideia é cobrar de veículos que entram na cidade para fins turísticos ou religiosos. O valor será calculado em Unidades Fiscais do Município (UFM), atualmente fixada em R$ 5,89.

  • Carros de passeio: 1,7 UFM (R$ 10,01) por dia.
  • Ônibus de turismo: 11,9 UFMs (R$ 70,10).

Motos, vans, kombis e micro-ônibus também entram na conta, com tarifas proporcionais.

O pagamento será feito via sistema eletrônico de reconhecimento de placas (OCR). O motorista poderá quitar a taxa antecipadamente ou até 72 horas depois da saída. Quem atrasar paga multa, e o débito pode até virar dívida ativa.

Quem não paga a taxa

Aparecida quer cobrar taxa de turistas após Campos do Jordão
© https://x.com/mtransportes

A lista de isentos inclui veículos registrados em Aparecida e nas cidades vizinhas — Guaratinguetá, Lorena e Cachoeira Paulista — além de ambulâncias, viaturas policiais, bombeiros e carros oficiais.

Visitantes frequentes também podem solicitar gratuidade, desde que provem residência na região. Moradores com veículos licenciados fora do município terão de apresentar comprovante e renovar o cadastro anualmente.

Fiscalização e penalidades

A fiscalização será feita pelo sistema eletrônico e por agentes municipais. Quem não pagar pode levar multa de até 25 UFMs (R$ 147,25), além do valor original. Em caso de reincidência, a penalidade dobra.

Estacionamentos privados e organizadores de eventos terão que colaborar com a prefeitura, sob risco de sanções caso dificultem o controle.

Para onde vai o dinheiro arrecadado

Todo o valor será destinado ao Fundo Municipal de Turismo Sustentável (FMTS). A prefeitura afirma que o dinheiro vai custear serviços de limpeza urbana, coleta de resíduos, preservação ambiental, manutenção de praças e campanhas de conscientização.

Também haverá destinação para projetos ligados ao turismo religioso e cultural, que movimentam a economia local. Pelo menos 5% da arrecadação deverá ser aplicada em datas críticas, como feriados prolongados e festas religiosas, quando a cidade recebe milhares de fiéis.

Campos do Jordão já saiu na frente

O debate em Aparecida acontece após Campos do Jordão aprovar em agosto a Taxa de Preservação Ambiental (TPAM). Lá, o valor é calculado em Unidade Fiscal Jordanense (UFJ), hoje em R$ 6,67.

Automóveis pagam três UFJs por dia, enquanto ônibus chegam a 37 UFJs. A cobrança vale para veículos de fora da cidade, com isenção para transporte coletivo regular e passagem rápida. A arrecadação será usada exclusivamente em ações ambientais.

O impacto no turismo

Se por um lado a taxa busca dividir custos de manutenção urbana entre turistas e moradores, por outro levanta a discussão sobre encarecimento da viagem em cidades religiosas e de lazer. Aparecida, por exemplo, é um dos principais destinos de romaria do Brasil, recebendo milhões de fiéis todos os anos.

A proposta de Aparecida mostra que a tendência de cobrar taxa de turismo pode se espalhar por outras cidades brasileiras. O desafio será equilibrar a preservação e os serviços urbanos sem transformar a visita em um peso extra no bolso do turista. A discussão promete esquentar nos próximos meses.

[Fonte:  IG Turismo]

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