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Tecnologia

55% dos brasileiros defendem lei para regular redes sociais, aponta pesquisa AtlasIntel

Levantamento mostra queda no apoio à regulamentação, enquanto governo prepara projeto de lei que pode obrigar plataformas a retirar conteúdos ilegais e manter representação no Brasil.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Apoio à regulação cai, mas ainda é maioria

Redes Sociais
© Wachiwit (Shutterstock)

Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (28), revela que 55% dos brasileiros acreditam que o país precisa de uma lei específica para regular as redes sociais. Apesar de ainda representar a maioria, o apoio vem caindo ano após ano:

  • Em 2023, 77,9% defendiam a regulação.

  • Em 2024, o índice caiu para 67,8%.

  • Agora, em 2025, o número é de 55%.

Por outro lado, a rejeição à proposta aumentou de forma significativa:

  • Em 2023, apenas 13,8% eram contra.

  • Em 2024, o número subiu para 23,8%.

  • Em 2025, já são 43,9% contrários à medida.

O levantamento ouviu 6.238 brasileiros entre os dias 20 e 25 de agosto, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.

O que o governo prepara

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© https://x.com/eduardomenoni/

Enquanto a opinião pública se divide, o governo federal trabalha na finalização de um projeto de lei para regulamentar redes sociais e empresas de tecnologia. A proposta está sendo elaborada por técnicos do Ministério da Justiça e da Secretaria de Comunicação Social (Secom), e encontra-se na Casa Civil há dois meses.

Segundo o governo, o objetivo é combater conteúdos ilegais e aumentar a responsabilidade das plataformas. Entre as principais medidas em discussão estão:

  • Retirada imediata de conteúdos ilegais sem necessidade de decisão judicial.

  • Possibilidade de suspensão temporária de plataformas que descumprirem as regras.

  • Atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para determinar a remoção de publicações.

  • Obrigatoriedade de representação legal das plataformas no Brasil, para facilitar a comunicação com autoridades e usuários.

  • Multas e advertências para empresas que não cumprirem a legislação.

Alvo: crimes e desinformação

O texto prevê que a atuação das plataformas seja mais rigorosa no combate a conteúdos relacionados a:

  • Racismo e discriminação

  • Exploração sexual infantil

  • Incitação ao suicídio

  • Ataques ao Estado Democrático de Direito

Esses temas estão no centro da proposta que o governo deve apresentar primeiro às big techs — como Meta, Google, TikTok e outras — antes de enviar o texto ao Congresso Nacional.

O próximo passo

O Palácio do Planalto pretende se reunir com representantes das principais plataformas digitais no Brasil nos próximos dias. A ideia é apresentar a minuta e colher sugestões antes do envio oficial ao Congresso.

Caso seja aprovado, o projeto pode mudar profundamente a relação entre usuários, redes sociais e empresas de tecnologia no país, trazendo novas regras para responsabilização, moderação de conteúdo e atuação das autoridades.


A pesquisa AtlasIntel mostra que 55% dos brasileiros apoiam a criação de uma lei para regular redes sociais, mas a rejeição cresce rapidamente. Enquanto isso, o governo prepara um projeto de lei que prevê retirada imediata de conteúdos ilegais, multas e até suspensão de plataformas. A proposta será apresentada às big techs antes de seguir para o Congresso Nacional.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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