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Ciência

7 Cidades da América do Sul que Podem Ficar Submersas em 75 Anos

A crise climática avança e seus efeitos se tornam cada vez mais evidentes. Entre os riscos mais alarmantes está a elevação do nível do mar, que pode submergir diversas cidades sul-americanas nas próximas décadas. Descubra quais são as regiões mais vulneráveis e o que pode ser feito para evitar essa catástrofe.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O avanço do nível do mar ameaça cidades sul-americanas

As mudanças climáticas estão transformando drasticamente o planeta. O aumento das temperaturas provoca o derretimento de geleiras e a expansão dos oceanos, colocando em risco diversas cidades costeiras. Segundo estudos de instituições como a Climate Central e a revista Nature Climate Change, algumas das metrópoles mais populosas da América do Sul podem ficar submersas antes do final do século XXI.

Os impactos dessa mudança serão devastadores, atingindo milhões de pessoas e alterando a economia e a geografia da região. As cidades que mais correm risco precisam de soluções urgentes para evitar a destruição de infraestruturas e o deslocamento em massa de populações.

As 7 cidades sul-americanas que correm maior risco

Estudos indicam que as seguintes cidades estão entre as mais vulneráveis à elevação do nível do mar:

  1. Barranquilla (Colômbia)
    Localizada na desembocadura do rio Magdalena, Barranquilla enfrenta grandes riscos de inundação. Se o nível do mar continuar subindo, vastas áreas da cidade poderão se tornar inabitáveis.
  2. Maracaibo (Venezuela)
    Às margens do Lago de Maracaibo, a cidade enfrenta ameaças crescentes devido à erosão costeira e ao aumento do volume das águas.
  3. Rio de Janeiro (Brasil)
    A icônica cidade brasileira pode perder parte de sua costa para o Oceano Atlântico. Os bairros próximos ao mar estão especialmente vulneráveis às inundações e ao avanço das marés.
  4. Porto Alegre (Brasil)
    Localizada entre rios e lagos, Porto Alegre pode sofrer inundações severas com a elevação do nível do mar, ameaçando sua infraestrutura urbana e seu sistema de drenagem.
  5. Punta del Este (Uruguai)
    Este popular destino turístico pode ter suas praias desaparecendo progressivamente, impactando negativamente sua economia baseada no turismo.
  6. Entre Ríos (Argentina)
    A província argentina, banhada por rios, pode ser fortemente afetada pela erosão costeira e pelo aumento do volume das águas fluviais.
  7. Buenos Aires (Argentina)
    A capital argentina, situada às margens do Rio da Prata, também corre sérios riscos. Estudos indicam que grandes áreas da cidade podem ser submersas em algumas décadas.

Por que o nível do mar está subindo?

A principal causa do aumento do nível do mar é o aquecimento global. Segundo a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA), dois fatores principais contribuem para esse fenômeno:

  • Derretimento das geleiras e das calotas polares: Com temperaturas mais altas, grandes massas de gelo estão derretendo, aumentando o volume dos oceanos.
  • Expansão térmica da água: A água do oceano se expande quando aquece, elevando ainda mais o nível do mar.

De acordo com estudos da Climate Central, o nível do mar pode subir entre 0,6 e 2,1 metros até 2100, dependendo das emissões de gases do efeito estufa e do ritmo de derretimento das geleiras.

A América Latina está em risco maior que outras regiões?

Relatórios da Organização Meteorológica Mundial indicam que a elevação do nível do mar na América Latina ocorre de forma mais acelerada que a média global. Enquanto o nível do mar tem subido cerca de 3,3 mm por ano no mundo, no Caribe e em partes da América do Sul, esse crescimento é de aproximadamente 3,6 mm anuais, tornando a situação ainda mais preocupante.

O que pode ser feito para evitar essa catástrofe?

Ainda há tempo para mitigar os efeitos mais graves dessa ameaça. Algumas das principais medidas incluem:

  • Reduzir as emissões de carbono para conter o aquecimento global.
  • Investir em infraestrutura de proteção costeira, como barreiras contra enchentes e sistemas de drenagem mais eficientes.
  • Criar planos de reubicação para populações em risco.
  • Preservar os ecossistemas costeiros, como manguezais e recifes de coral, que ajudam a conter o avanço das águas.

Se essas ações não forem tomadas rapidamente, muitas cidades sul-americanas enfrentarão um futuro marcado por perdas territoriais, crises humanitárias e deslocamentos forçados de suas populações.

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