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Ciência

A conexão entre autoestima e infidelidade: o que a psicologia revela e poucos querem admitir

Uma afirmação polêmica de uma psicóloga nas redes reacendeu um debate antigo: será que pessoas com baixa autoestima são mais propensas à traição? Embora a resposta não seja simples, estudos e experiências clínicas sugerem que a autovalorização pode ser um fator mais determinante do que muitos imaginam.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A infidelidade é um dos temas mais controversos nas relações amorosas. E quando uma especialista afirma que a autoestima pode ser um fator decisivo, o assunto vira debate nas redes. Afinal, será que trair tem relação com como nos sentimos sobre nós mesmos?

A infidelidade como reflexo da insegurança interna

A psicóloga Paula Orell, conhecida por seus vídeos no TikTok, causou alvoroço ao afirmar que pessoas com baixa autoestima têm maior tendência à infidelidade. Segundo ela, indivíduos inseguros buscam validação constante de fontes externas, como elogios e atenção, o que pode se tornar um gatilho para trair.

Essa necessidade de sentir-se valorizado leva, segundo a especialista, a se apegar a qualquer reforço positivo vindo de fora da relação, mesmo que isso envolva romper acordos afetivos. Para Orell, a carência emocional deixa a pessoa vulnerável a qualquer sinal de interesse externo.

Uma explicação que divide opiniões

Apesar de seus argumentos fazerem sentido para muitos, há quem critique a ideia por parecer reducionista. Vários usuários apontaram que fatores como falta de compromisso, desejo por novidade ou experiências traumáticas também estão ligados à infidelidade — e não apenas a uma questão de autoestima.

Paula reconhece que o tema é complexo, mas reforça que, em sua experiência clínica, a busca incessante por validação é uma constante entre pacientes infiéis com baixa autovalorização. Ela ressalta que esse não é o único fator, mas sim um dos mais significativos.

Alta autoestima: uma proteção emocional?

Orell também argumenta que pessoas com autoestima elevada têm menos necessidade de buscar reconhecimento fora da relação. Ao se sentirem completas e seguras de si, conseguem lidar com elogios e atenções externas sem que isso comprometa seus vínculos amorosos.

Uma boa autoestima, segundo a psicóloga, permite um senso de valor próprio estável, que não depende do olhar alheio. Assim, evita-se a necessidade de aventuras como forma de preenchimento emocional ou fuga de inseguranças internas.

O papel da autoestima na construção de relações saudáveis

A especialista deixa uma mensagem para quem já traiu e deseja mudar: “Se você foi infiel e não quer repetir isso, comece analisando sua autoestima.” O reconhecimento das próprias vulnerabilidades pode ser um passo essencial para romper padrões de comportamento nocivos e construir vínculos mais autênticos.

A proposta não é justificar a traição, mas entender suas raízes. Em vez de rotular, a ideia é promover o autoconhecimento como caminho para relações mais conscientes e honestas.

Um tema que continua gerando debate

As reações ao vídeo foram variadas. Enquanto alguns concordaram com a análise de Paula Orell, outros argumentaram que pessoas confiantes também traem. Comentários como “nem sempre é autoestima, às vezes é apenas desejo ou falta de ética” ilustram a multiplicidade de fatores envolvidos.

A verdade é que a infidelidade raramente tem uma explicação única. Ambiente familiar, traumas, dinâmica do relacionamento, valores pessoais e até o momento de vida da pessoa podem influenciar esse tipo de decisão.

Autoestima e infidelidade: uma peça do quebra-cabeça

Apesar de controversa, a reflexão de Paula Orell serve para acender uma luz sobre o impacto da autoestima nas relações afetivas. Embora não seja o único elemento em jogo, entender como nos vemos e o quanto nos valorizamos pode ser crucial para evitar decisões impulsivas e prejudiciais.

No fim das contas, fortalecer a autoestima pode não ser uma garantia contra a infidelidade — mas certamente é um bom começo para relações mais sólidas e verdadeiras.

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