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A espera mais longa da história de Velozes e Furiosos já tem data

A saga que redefiniu o cinema de ação vai voltar às telas com um novo capítulo. O problema é que o adeus definitivo foi adiado, criando a maior espera de sua história.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Poucas franquias conseguiram atravessar décadas sem perder relevância — e menos ainda transformaram exagero em identidade. Ao longo de 25 anos, uma série de filmes sobre carros, família e lealdade se reinventou até virar um fenômeno global. Agora, quando parecia que o fim estava próximo, veio a confirmação: o encerramento vai demorar mais do que o esperado. E isso muda o ritmo de uma despedida que promete ser histórica.

Um retorno confirmado, mas no tempo da própria franquia

Desde que o primeiro filme de Velozes e Furiosos chegou aos cinemas, em 2001, a saga nunca mais desacelerou. O que começou como uma história sobre corridas de rua cresceu em escala, orçamento e ambição, até se tornar uma das franquias de ação mais lucrativas de todos os tempos.

Agora, o próximo capítulo já tem nome e destino traçado. A décima primeira parte, intitulada Fast Forever, está oficialmente confirmada — mas não chegará tão cedo. A estreia foi marcada para março de 2028 nos Estados Unidos, empurrando o encerramento da saga para um ponto bem mais distante do que os fãs imaginavam.

O anúncio veio diretamente de Vin Diesel, rosto e voz central da franquia desde o início. Para marcar o momento, ele resgatou uma imagem simbólica ao lado de Paul Walker, lembrando a origem de uma história que, segundo o próprio Diesel, deixou de ser apenas uma série de filmes para se tornar um legado.

Entre Fast X, lançado em 2023, e Fast Forever, haverá um intervalo de cinco anos — o maior hiato já registrado na história da franquia. Um contraste curioso para uma saga conhecida por nunca pisar no freio.

Um desfecho que deixou de ser simples

Inicialmente, o plano era encerrar a trajetória de Dominic Toretto em dois filmes finais. Mas, como já se tornou padrão na saga, a ideia evoluiu. Diesel indicou que o arco final pode se estender por três longas, o que ajuda a explicar o atraso e aumenta a expectativa sobre o formato dessa despedida.

A direção continuará sob responsabilidade de Louis Leterrier, que assumiu a franquia após mudanças turbulentas nos bastidores durante a produção do filme anterior. Além disso, há uma promessa clara de retorno às origens: menos exagero global, mais corridas de rua, carros como protagonistas e Los Angeles novamente no centro da narrativa.

Mas o ponto mais sensível permanece em aberto. A possibilidade de trazer de volta Brian O’Conner, personagem de Paul Walker, segue sendo o maior dilema emocional e técnico da franquia. Embora o ator tenha falecido em 2013, o personagem continua vivo dentro do universo da saga — e Diesel já falou publicamente sobre “reunir” Dominic e Brian mais uma vez.

Isso levanta discussões inevitáveis sobre o uso de tecnologia digital, dublês e soluções narrativas que dividem os fãs entre homenagem e excesso.

Uma despedida impossível de ignorar

Com dez filmes principais e um spin-off já lançados, a franquia ultrapassou a marca de 7 bilhões de dólares em bilheteria mundial. Ao longo do caminho, reuniu um elenco que parece um catálogo do cinema de ação moderno, com nomes que vão de Michelle Rodriguez e Jason Statham a Charlize Theron, Dwayne Johnson, Gal Gadot e Jason Momoa.

Tudo indica que Fast Forever tentará reunir o máximo possível desses rostos para um adeus à altura da própria franquia: grande, emotivo e barulhento. Até lá, restam anos de espera — mas, se a saga ensinou algo ao público, é que velocidade nunca foi sobre chegar rápido ao fim, e sim sobre manter o motor ligado o tempo todo.

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