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Ciência

A verdade sobre o exercício: o que a ciência revela sobre correr, sentar e se manter ativo

Um professor de Harvard traz uma nova perspectiva sobre o exercício e revela por que nosso corpo pode não ter sido projetado para correr longas distâncias. O que isso significa para a saúde?
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Tempo de leitura: 2 minutos

O mito do exercício na vida moderna

Atualmente, redes sociais como Instagram e TikTok estão repletas de influenciadores fitness promovendo o exercício como um hábito essencial para a saúde. Entre tantas práticas recomendadas, a corrida se destaca como uma opção acessível para quem busca perder peso e melhorar a forma física.

No entanto, de acordo com Daniel E. Lieberman, professor de Biologia Evolutiva da Universidade de Harvard, o conceito de exercício regular como necessidade biológica pode ser um equívoco. Em seu livro Exercício, ele argumenta que os seres humanos nunca evoluíram para praticar esportes ou atividades físicas intensas regularmente. Em vez disso, nosso corpo está naturalmente adaptado a caminhar, sentar e economizar energia sempre que possível.

O ser humano foi feito para correr?

Lieberman não defende o sedentarismo, mas explica que a visão moderna sobre o exercício pode estar distorcida. Em sua pesquisa, ele afirma que nossos ancestrais se movimentavam conforme a necessidade, seja para caçar ou coletar alimentos, mas não tinham a corrida como atividade regular.

Ao longo da história, o ser humano passou grande parte do tempo sentado – ao redor de fogueiras, descansando ou socializando. A ideia de que sentar é prejudicial à saúde, segundo ele, pode ser exagerada. O problema não está em sentar-se, mas sim em permanecer imóvel por períodos prolongados sem pausas para se movimentar.

A importância do equilíbrio entre movimento e descanso

Lieberman destaca que, apesar de não termos evoluído para correr maratonas, nosso corpo ainda precisa de atividade física moderada. Ele menciona a importância de hábitos simples, como caminhar regularmente e evitar longos períodos de inatividade.

O autor também discute o metabolismo basal, responsável por grande parte do gasto energético diário. Ele explica que mesmo em repouso, o corpo consome uma quantidade significativa de calorias para manter funções vitais, como circulação sanguínea e regulação da temperatura.

Exercício sem exageros: uma abordagem mais natural

Em entrevista ao jornal La Vanguardia, Lieberman reforçou a importância de evitar extremos. Segundo ele, demonizar o ato de sentar é um erro. O ideal não é evitar completamente o descanso, mas sim encontrar maneiras de se movimentar ao longo do dia.

Para se manter ativo sem sobrecarga, ele sugere estratégias simples, como caminhar 10.000 passos por dia ou levantar-se regularmente ao longo do expediente. O objetivo não é transformar o exercício em obrigação, mas sim adaptar a atividade física ao estilo de vida de forma sustentável.

O livro Exercício traz uma visão equilibrada sobre o movimento humano, desmistificando conceitos modernos e propondo uma abordagem mais natural e acessível para manter a saúde sem exageros.

[Fonte: Terra]

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