Apesar de ainda ocupar posição de grande influência política, Donald Trump vem protagonizando episódios que despertam crescente preocupação entre profissionais da saúde mental. Um especialista decidiu tornar pública sua análise sobre o comportamento do presidente, apontando possíveis sinais de deterioração cognitiva que estariam sendo ignorados por seu entorno.
Sinais verbais que chamam atenção
Durante entrevistas recentes, Trump trocou nomes como “Harlem” por “Harvard” e apresentou discursos sem lógica aparente. Segundo o psicólogo John Gartner, esses lapsos não são meras distrações, mas indícios compatíveis com quadros de demência. Ele também cita erros de pronúncia repetitivos — como “Mishas” em vez de “Mísseis” — classificados como parafasias fonêmicas, comuns em pessoas com declínio neurológico.
Mais do que o conteúdo, o que preocupa é a imprevisibilidade com que Trump se comunica, muitas vezes misturando ideias desconexas ou exagerando com termos como “histórico” ou “incrível” sem substância.
Decisões movidas por impulsos
Outro comportamento analisado é a forma como Trump parece reagir a estímulos recentes. Um exemplo citado é sua sugestão de reabrir a prisão de Alcatraz após assistir a um filme sobre o tema. Para Gartner, isso revela uma substituição do raciocínio analítico por impulsos imediatos — algo preocupante em figuras com grande poder decisório.

Personalidade perigosa?
Gartner vai além ao sugerir que, além de possíveis sinais de demência, Trump apresentaria traços de narcisismo maligno — combinação de narcisismo extremo com tendências sociopáticas, paranoides e agressivas. Segundo ele, essa mistura torna o ex-presidente ainda mais imprevisível e resistente a críticas, gerando um ambiente de medo entre seus aliados, que evitam corrigi-lo ou contestá-lo.
O silêncio ao redor e o dever de alertar
Mesmo diante dos sinais citados, Trump segue atuando livremente na política. Gartner aponta três motivos para esse silêncio: sua imagem de “líder forte”, o apoio de quem se beneficia politicamente e o receio de enfrentá-lo abertamente.
Por isso, criou o movimento Duty to Warn (“Dever de Alertar”), que reúne mais de 3.000 especialistas dispostos a quebrar a chamada Regra Goldwater — norma ética que proíbe diagnósticos públicos sem avaliação presencial — em nome de uma responsabilidade ética maior com a sociedade.
Com o avanço do cenário eleitoral e a permanência de Trump no centro do debate político, a pergunta que fica é: até quando o silêncio será uma opção segura?
Fonte: Gizmodo ES