Um dos maiores incômodos para quem usa Android está com os dias contados. O Google está prestes a lançar uma função que promete reduzir drasticamente o consumo de bateria causado por apps que continuam ativos sem o usuário saber. A novidade vem acompanhada de mudanças importantes na Play Store e já tem apoio de grandes fabricantes como a Samsung.
Uma nova métrica para apps gastões
O recurso foi anunciado no blog oficial para desenvolvedores e integra o programa Android Vitals. A novidade se chama “excessive wake locks” — bloqueios de ativação excessivos — e monitora quanto tempo um app mantém o processador ativo enquanto roda em segundo plano, mesmo quando não está visível ou em uso direto.
Essa prática, que muitas vezes passa despercebida, impede que o celular entre em modo de economia de energia, drenando a bateria ao longo do dia. A métrica do Google agora identifica esse tipo de comportamento e marca os aplicativos que ultrapassam 3 horas de uso de wake locks em segundo plano dentro de um período de 24 horas.
Como funciona e o que muda na prática
Os “wake locks parciais” são comandos usados por apps para manter o processador funcionando mesmo quando a tela está apagada. Embora úteis em alguns casos — como sincronizações ou atualizações —, seu uso sem controle pode afetar gravemente a autonomia do dispositivo.
Com a nova métrica, Android passa a limitar automaticamente esses comportamentos abusivos. Quando um aplicativo extrapola o limite definido, o sistema pode interrompê-lo sem exigir nenhuma ação do usuário. Assim, a bateria é preservada e o desempenho do celular melhora significativamente.
Colaboração com fabricantes e impacto na Play Store

Embora a função ainda esteja em fase beta, o Google já confirmou que será lançada oficialmente em 2025, começando pelos dispositivos Pixel e chegando depois a marcas parceiras como a Samsung. A gigante sul-coreana, aliás, declarou entusiasmo com a iniciativa e afirmou estar colaborando ativamente com a Google para otimizar os resultados.
O objetivo, segundo a Samsung, é criar um ecossistema mais equilibrado, onde os aplicativos respeitem o desempenho e a durabilidade dos dispositivos. Para os usuários, isso se traduz em menos frustração com apps que consomem demais — e mais controle sobre a experiência com o Android.
Um futuro com apps mais eficientes
Enquanto o recurso não é lançado globalmente, os desenvolvedores já podem acessar as novas métricas por meio da Play Console e adaptar seus apps às novas exigências. O Google também disponibilizou uma documentação técnica com boas práticas, exemplos de uso e um canal de feedback para sugestões e dúvidas.
Além disso, está sendo estudada a possibilidade de destacar na Play Store os aplicativos que fazem uma boa gestão da energia, ajudando os usuários a tomarem decisões de download mais conscientes.
O Android Vitals também receberá, ao longo de 2025, outras métricas relacionadas ao desempenho do sistema e à experiência do usuário, consolidando-se como uma ferramenta essencial tanto para desenvolvedores quanto para consumidores.
Fonte: Infobae