Pular para o conteúdo
Ciência

Anticoncepcional Pode Elevar Risco de Tumor? O Que Dizem os Estudos

Métodos anticoncepcionais trouxeram liberdade e praticidade para milhões de mulheres, mas nem todos conhecem seus efeitos a longo prazo. Um estudo recente alerta para um risco inesperado ligado a um tipo específico de pílula. Entenda o que a ciência descobriu, o que muda na escolha do método e como se prevenir.
Por

Tempo de leitura: 2 minutos

Os anticoncepcionais fazem parte da rotina de muitas mulheres ao redor do mundo. Ainda assim, novos estudos mostram que o uso prolongado de certos tipos pode estar associado a efeitos adversos que passam despercebidos. Um relatório recente reacendeu o debate sobre riscos pouco conhecidos e alternativas mais seguras. Veja o que especialistas recomendam.

O que se descobriu sobre o desogestrel?

O desogestrel é um progestagênio sintético muito usado em pílulas anticoncepcionais. Um levantamento da Agência Nacional Francesa de Segurança de Medicamentos apontou que o uso contínuo desse hormônio por mais de cinco anos pode aumentar, ainda que de forma discreta, o risco de desenvolver meningioma intracraniano — um tumor benigno que surge nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.

Embora não seja câncer, o meningioma pode trazer complicações se pressionar estruturas próximas. O estudo analisou mais de 92 mil mulheres e encontrou uma leve elevação no risco entre quem usava desogestrel há muito tempo. A boa notícia é que, ao interromper o uso, o risco tende a desaparecer quase completamente.

Anticoncepcional (2)
© TheDigitalArtist – Pexels

Alternativas mais seguras e quem deve ter atenção

Os pesquisadores também avaliaram o levonorgestrel, outro progestagênio sintético bastante prescrito. O resultado foi mais tranquilizador: mesmo após anos de uso, não houve aumento significativo de risco de tumor cerebral. Assim, para quem busca contracepção hormonal, ele pode ser uma opção mais segura.

É importante destacar que o risco de meningioma é considerado muito baixo: apenas 1 em cada 17 mil mulheres poderia desenvolver o tumor após anos de uso contínuo. Ainda assim, médicos recomendam atenção para pacientes que já usam o desogestrel há bastante tempo, avaliando com o ginecologista se há necessidade de mudar o método.

Por que este estudo reacende um debate importante

A discussão sobre riscos de anticoncepcionais destaca uma desigualdade ainda persistente: a falta de alternativas masculinas eficazes. Especialistas defendem mais investimentos em pesquisas de métodos para homens, para que o peso dos efeitos colaterais não recaia apenas sobre as mulheres.

Enquanto isso, médicos reforçam que a escolha do anticoncepcional deve ser individualizada, considerando histórico de saúde, rotina e preferência pessoal. Informação e acompanhamento profissional são fundamentais para garantir segurança e qualidade de vida.

Partilhe este artigo

Artigos relacionados