Pular para o conteúdo
Notícias

Anvisa emite alerta e proíbe venda de xaropes e suplementos populares — veja os detalhes

Cinco produtos foram proibidos pela Anvisa após constatações graves envolvendo ausência de registro e irregularidades na composição. A decisão afeta tanto medicamentos quanto suplementos alimentares e já está em vigor. Entenda por que a agência adotou a medida e o que isso pode significar para o consumidor.
Por

Tempo de leitura: 2 minutos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a agir de forma rigorosa para proteger a saúde dos consumidores. Desta vez, a medida envolve a suspensão imediata de produtos vendidos como suplementos ou xaropes naturais, mas que não possuem qualquer autorização legal. Veja abaixo quais foram os produtos afetados e por que a proibição foi determinada.

Produtos vetados por ausência de registro

Entre os itens proibidos está o “Xarope da Vovó” (também comercializado como “Xarope da Vovó Isabel”), de fabricante desconhecido. O produto era divulgado e vendido sem qualquer tipo de registro, notificação ou cadastro na Anvisa — o que representa uma violação direta das normas de segurança sanitária.

A agência também determinou a proibição de três suplementos produzidos pela empresa Gru Nutra Nutri Ltda.:

  • Colágeno + Vitamina C

  • L-Treonato de Magnésio

  • Espinheira Santa

Todos foram identificados em campanhas de marketing, venda e distribuição, também sem qualquer autorização ou controle oficial. A ausência de registro impede que se conheçam os reais efeitos dos produtos no organismo, colocando em risco os consumidores.

Xarope
© Yazz Davis – Pexels

Ingrediente alimentar fora do padrão

Outro item vetado foi o suplemento Curcumyn Long (extrato de cúrcuma longa 95%), fabricado pela Akron Pharma Ltda. Segundo a Anvisa, o produto não atende às especificações exigidas na legislação brasileira, principalmente no que diz respeito ao processo de obtenção do ingrediente.

Com isso, a empresa deverá interromper a comercialização e recolher todos os lotes do mercado.

Medida tem efeito imediato

As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União em 18 de julho e já estão em vigor. A proibição se estende à fabricação, importação, comercialização, propaganda e uso dos produtos listados.

A Anvisa reforça que a população deve sempre verificar se um produto está regularizado antes de consumi-lo. Medicamentos e suplementos sem registro podem conter substâncias inadequadas ou ineficazes, e representam um risco real à saúde pública.

Consumidores que já adquiriram algum desses produtos devem interromper o uso imediatamente e procurar orientação médica, caso apresentem sintomas adversos. As denúncias podem ser feitas diretamente no site oficial da Anvisa.

Fonte: Metrópoles

Partilhe este artigo

Artigos relacionados