Em meio à disputa acirrada por liderança em IA, a Apple mira um objetivo diferente: lançar um MacBook com preço nunca visto antes. Segundo fontes confiáveis, o modelo traria componentes derivados do iPhone mais potente e desempenho suficiente para rodar macOS com fluidez. A seguir, veja como esse projeto pode mexer com todo o setor de computadores pessoais.
O MacBook mais acessível já feito
De acordo com o analista Ming-Chi Kuo, a Apple estaria desenvolvendo um portátil de cerca de 13 polegadas, disponível em várias cores e equipado com o chip A18 Pro — o mesmo usado nos iPhone 16 Pro. Essa seria a primeira vez que a empresa aplicaria um processador de iPhone em um Mac.
Segundo informações do Digitimes, o preço inicial giraria em torno de US$ 599, o que o tornaria o Mac mais barato da história, já ajustado pela inflação. Na Europa, o valor poderia ficar por volta de € 709, e em promoções específicas, até menos.
Desempenho e autonomia que surpreendem
Embora alguns possam desconfiar do desempenho, o A18 Pro supera o M1 em CPU e rivaliza com chips mais recentes, garantindo fluidez para tarefas cotidianas e até trabalhos profissionais leves. Produzido em tecnologia de 3 nanômetros, promete autonomia ainda maior do que a dos populares MacBook Air com M1.
No quesito gráfico, o desempenho é um pouco inferior ao de modelos com chips dedicados, mas suficiente para a maioria dos usos, exceto jogos mais pesados. Com o Neural Engine aprimorado, o modelo também estará pronto para executar recursos de inteligência artificial.
Pressão sobre a Microsoft
Com o fim do suporte ao Windows 10 se aproximando, milhões de usuários precisarão substituir seus computadores. Um MacBook competitivo nesse patamar de preço pode ser a escolha ideal, especialmente no setor educacional.
Segundo Kuo, a Apple poderia vender entre 5 e 7 milhões de unidades em 2026, colocando forte pressão sobre PCs com Windows equipados com processadores Snapdragon ou Intel. A estratégia não só atrairia novos usuários para o ecossistema Apple, como também poderia mudar a dinâmica de preços no mercado de portáteis.
Se confirmada, essa jogada representará um dos movimentos mais ousados da Apple na última década — e promete gerar ondas de impacto muito além do seu próprio público.