Com o passar do tempo, o corpo muda — e a casa precisa acompanhar esse processo. A designer de interiores María del Valle alerta que, mais do que estilo, o conforto e a segurança devem guiar as decisões de quem deseja manter a autonomia dentro de casa. E algumas das mudanças mais importantes começam pela cozinha, passando também pelo banheiro e pelo quarto.
Cozinha: o que não pode mais ficar no chão

Para María del Valle, manter eletrodomésticos em níveis baixos é um erro grave em projetos voltados para a longevidade. “Fogões, fornos e micro-ondas devem estar posicionados acima da linha da cintura, em locais de fácil alcance, para evitar esforços desnecessários”, afirma. O uso de gavetões no lugar de armários fundos também ajuda na praticidade e reduz o risco de lesões por movimentos repetitivos ou de agachamento.
Outro ponto essencial é optar por puxadores maiores e ergonômicos, facilitando a pegada, especialmente para quem tem limitações motoras nas mãos. A designer ainda recomenda o uso de eletrodomésticos programáveis, que desligam sozinhos e evitam acidentes domésticos.
Banheiros e quartos adaptados à nova rotina
No banheiro, a prioridade é evitar quedas. A substituição da banheira por um box com piso antiderrapante e a instalação de barras de apoio são indispensáveis. Armários e prateleiras também devem estar em alturas acessíveis, evitando o risco de desequilíbrio ao se abaixar.
No quarto, camas com altura ajustável tornam o processo de deitar e levantar mais confortável. Tecidos antimanchas e pisos seguros — como os que evitam escorregões — são escolhas inteligentes para um dia a dia mais prático e seguro. Investir em automações simples, como persianas automáticas e assistentes de voz, pode tornar a rotina mais fluida e menos dependente de ajuda externa.
Ao planejar esses ajustes, não se trata de abrir mão do estilo, mas de viver com liberdade e segurança, mesmo quando o corpo já não responde da mesma forma. Adaptar a casa agora é garantir qualidade de vida no futuro.
[Fonte: Tudo gostoso]