A disputa presidencial de 2026 ainda está distante, mas os primeiros sinais já começam a surgir. Nesta semana, dois dos principais institutos de pesquisa do país divulgam sondagens atualizadas sobre as intenções de voto. Os números iniciais não definem o jogo, mas oferecem um retrato preliminar dos nomes que entram na corrida e dos cenários que podem ganhar força nos próximos meses.
O que mostram as primeiras pesquisas do ano

As primeiras pesquisas eleitorais de 2026 serão divulgadas por dois institutos: Ideia e Quaest. Cada levantamento traz metodologias semelhantes, mas cenários políticos distintos.
O instituto Ideia publica seus dados nesta terça-feira, dia 13. A pesquisa foi encomendada pelo Canal Meio e ouviu 2.000 eleitores entre os dias 8 e 12 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
Já a Quaest apresenta sua nova sondagem na quarta-feira, dia 14. O estudo foi contratado pelo Banco Genial, com 2.004 entrevistas realizadas entre quinta-feira e domingo. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Embora ainda sejam retratos iniciais, esses números ajudam a identificar tendências, testar nomes e observar como o eleitor reage aos possíveis candidatos.
Os nomes que entram nos cenários
A Quaest incluiu em seu principal cenário estimulado oito possíveis candidatos à Presidência: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Junior (PSD), Ronaldo Caiado (União), Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão).
No levantamento do Ideia, o primeiro cenário testado não inclui o nome de Tarcísio de Freitas, o que já cria diferenças relevantes entre os resultados dos dois institutos.
Essas variações mostram como a presença — ou ausência — de determinados candidatos pode influenciar o desempenho dos demais. Em fases iniciais como esta, os cenários funcionam mais como termômetros políticos do que como previsões eleitorais definitivas.
Testes de segundo turno e o clima da disputa
Além das intenções de voto no primeiro turno, os institutos também avaliam possíveis confrontos diretos.
A Quaest vai testar sete cenários de segundo turno, enquanto o Ideia trabalha com nove simulações diferentes. Esses cruzamentos ajudam a entender não apenas quem lidera, mas como o eleitor se posiciona diante de disputas específicas entre nomes da esquerda, da direita e do centro.
Mesmo com a eleição ainda distante, os testes de segundo turno oferecem pistas sobre rejeições, potenciais alianças e o espaço político de cada candidato.
[Fonte: Carta Capital]