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Ataque deixa 12 mortos na Arábia Saudita e novo alerta ameaça aeroportos do Oriente Médio

Após um ataque que deixou 12 mortos e mais de 300 feridos em Riad, rebeldes houthis ameaçam aeroportos sauditas e aumentam o risco de uma nova escalada militar.
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Tempo de leitura: 4 minutos

O Oriente Médio enfrenta uma nova escalada de tensão após um ataque ao principal aeroporto da Arábia Saudita deixar 12 mortos e centenas de feridos. Neste domingo, 11 de outubro de 2026, os rebeldes houthis, do Iêmen, renovaram suas ameaças contra aeroportos e o espaço aéreo saudita. O episódio provocou cancelamentos de voos, mobilizou governos estrangeiros e aumentou a preocupação com a possibilidade de ampliação do conflito regional.

Ataque ao aeroporto de Riad deixou centenas de vítimas

Ataque deixa 12 mortos na Arábia Saudita e novo alerta ameaça aeroportos do Oriente Médio
© Pexels

O Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, foi atingido no sábado (10), no episódio mais letal desse tipo registrado na Arábia Saudita em mais de uma década.

Segundo autoridades sauditas, pelo menos 12 pessoas morreram e 309 ficaram feridas. Entre as vítimas fatais estavam quatro sauditas, dois cidadãos de Bangladesh e pessoas dos Estados Unidos, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão e Egito.

Testemunhas relataram uma forte explosão, seguida por cenas de desespero dentro do terminal. Uma pessoa ferida afirmou que parte do teto próximo a um portão de embarque desabou após o impacto.

Ambulâncias e helicópteros transportaram vítimas para hospitais da capital.

O ataque foi o terceiro registrado contra o aeroporto durante a mesma semana. As duas ofensivas anteriores haviam provocado quatro mortes e danos significativos a uma aeronave comercial estacionada.

A sequência de incidentes levantou questionamentos sobre a capacidade dos sistemas de defesa sauditas de proteger instalações civis estratégicas.

Houthis alertam companhias aéreas e passageiros

Neste domingo (11), os houthis divulgaram um novo comunicado pedindo que companhias aéreas, funcionários e viajantes evitem aeroportos e o espaço aéreo da Arábia Saudita.

O grupo afirmou que essas instalações passaram a integrar a área de suas operações militares.

A advertência estabeleceu uma exceção para os aeroportos das cidades sagradas de Meca e Medina.

Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, os rebeldes também responsabilizaram o governo saudita por eventuais falhas na interceptação de ataques.

A declaração aumenta a preocupação com a segurança da aviação comercial, especialmente porque aeroportos internacionais recebem passageiros de dezenas de nacionalidades.

O direito internacional humanitário estabelece proteções para civis e instalações civis durante conflitos armados.

Quem são os houthis e por que atacam a Arábia Saudita?

Os houthis são um movimento político e militar originário do Iêmen, oficialmente conhecido como Ansar Allah.

O grupo controla a capital iemenita, Sanaa, e importantes regiões do país. Recebe apoio do Irã e mantém uma longa rivalidade com o governo iemenita reconhecido internacionalmente, apoiado pela Arábia Saudita.

O conflito se intensificou em 2015, quando uma coalizão liderada pelos sauditas iniciou uma intervenção militar no Iêmen.

Desde então, a guerra provocou uma grave crise humanitária, com centenas de milhares de mortes relacionadas à violência, à fome e às doenças.

Uma trégua estabelecida em 2022 reduziu temporariamente os confrontos, mas os combates voltaram a se intensificar em 2026.

Nas últimas semanas, os houthis conquistaram territórios estratégicos próximos ao Mar Vermelho, incluindo áreas importantes para o controle de rotas marítimas.

Em resposta, forças do governo iemenita, apoiadas pelos sauditas, iniciaram uma contraofensiva.

A nova sequência de ataques contra a Arábia Saudita ocorre nesse contexto de agravamento militar.

Estados Unidos avaliam entrar no conflito

O presidente americano Donald Trump afirmou no sábado que Washington considera participar das operações militares sauditas contra os houthis.

A declaração representa um possível agravamento da crise, especialmente diante do conflito mais amplo envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, condenou os ataques ao aeroporto, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, reiterou que ataques contra civis e infraestrutura civil violam o direito internacional.

Até o momento, não havia confirmação de participação militar americana nessa nova ofensiva.

Aeroportos fechados e eventos internacionais ameaçados

O ataque provocou a suspensão temporária das operações no aeroporto de Riad, com voos desviados ou cancelados.

Companhias como Kuwait Airways, Etihad Airways e Qatar Airways anunciaram alterações em suas operações.

As autoridades sauditas também determinaram a suspensão das aulas presenciais durante a semana, substituindo-as pelo ensino remoto.

A crise ocorre justamente quando Riad recebe importantes encontros internacionais sobre energia, com ministros e executivos de diversos países.

A proximidade entre os ataques e esses eventos aumenta a preocupação com a segurança de visitantes estrangeiros.

O impacto também pode ultrapassar as fronteiras sauditas. O Mar Vermelho e o estreito de Bab el-Mandeb são rotas estratégicas para o comércio internacional.

Uma ampliação dos confrontos poderia afetar o transporte marítimo, os custos logísticos e os mercados de energia.

Por enquanto, a principal preocupação é impedir novos ataques contra áreas civis e evitar que o conflito se espalhe por outros países da região.

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